Dados de emprego fazem Wall Street subir mais de 1%

As bolsas de valores norte-americanas avançaram nesta sexta-feira, levando o índice Standard and Poor's 500 ao maior nível em 10 meses, depois de dados melhores que o esperado sobre o mercado de trabalho em julho.

CAROLINE VALETKEVITCH, REUTERS

07 de agosto de 2009 | 18h22

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 1,23 por cento, para 9.370 pontos. O Nasdaq subiu 1,37 por cento, para 2.000 pontos e o S&P 500 ganhou 1,34 por cento, a 1.010 pontos.

Os dados de emprego impulsionaram as ações de maneira geral, mas principalmente as do setor varejista, que dependem do consumo.

Assim, os três principais índices de ações marcaram a quarta semana de ganhos. O índice S&P para o segmento varejista avançou 3,6 por cento.

"Os investidores estão procurando a confirmação de que o fundo do poço (da recessão) está próximo, e o emprego tem uma grande fatia disso", disse o estrategista de mercado Fred Dickson, da D.A. Davidson, em Oregon.

A perspectiva de melhora da economia também deu fôlego ao setor financeiro, com o índice financeiro do S&P em alta de 2,7 por cento. As ações do JPMorgan Chase saltaram 4 por cento e estiveram entre as que mais contribuíram para a valorização do Dow Jones.

Antes da abertura do mercado, dados do governo mostraram que a taxa de desemprego nos EUA caiu em julho pela primeira vez em quinze meses, com os empregadores cortando menos postos de trabalho que o esperado.

Além disso, a seguradora AIG informou o primeiro lucro em sete trimestres. As ações da companhia decolaram 20,5 por cento.

Na semana, o Dow Jones acumulou alta de 2,2 por cento, o S&P 500 avançou 2,3 por cento e o Nasdaq ganhou 1,1 por cento.

O S&P 500 está agora com alta de 50 por cento desde a mínima de fechamento registrada no início de março, ajudado por lucros corporativos mais fortes que o esperado e uma série de dados econômicos sugerindo uma recuperação.

O Departamento de Trabalho também informou que os empregadores norte-americanos cortaram 247 mil postos de trabalho em julho (excluindo o setor agrícola), menos que os 320 mil cortes esperados.

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