Daimler Caminhões vai contratará no Brasil e Argentina

A divisão de caminhões da Daimler contratará mais de 1.250 trabalhadores para suas unidades de montagem no Brasil e na Argentina, reagindo ao crescimento da demanda para veículos comerciais na América Latina, impulsionado principalmente pelos setores de agricultura, mineração e construção. "Nossos números de vendas estão se desenvolvendo extraordinariamente e nossa produção de veículos comerciais está funcionando em plena capacidade", disse Hubertus Troska, chefe da divisão da Mercedes-Benz Daimler Trucks Europa/América Latina, em comunicado.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

30 de junho de 2011 | 16h02

A maior parte dos novos contratados será para a principal fábrica de caminhões da companhia no Brasil, em São Bernardo do Campo (SP). Incluindo as novas contratações, a força de trabalho brasileira total da companhia em São Bernardo e Juiz de Fora (MG) será de cerca de 14.500.

Na Argentina, a contratação elevará o número de funcionários da fábrica de Juan Manuel Fangio, em González Catán, para cerca de 1.800 pessoas. A Mercedes-Benz também irá adicionar um segundo turno para a fabricação da van Sprinter a partir de agosto. Em maio, a companhia começou a produzir caminhões em sua fábrica argentina também.

A empresa disse no início deste mês que queria aumentar as vendas globais de seus caminhões Mercedes-Benz em cerca de 20% este ano, depois de vender 135 mil veículos em 2010 - o mais recente sinal de que a demanda por novos caminhões está se recuperando da profunda recessão do mercado.

A divisão de caminhões da Daimler é a maior fabricante mundial de veículos comerciais por receita e contribuiu para a recuperação dos ganhos recentes da empresa, com sede em Stuttgart, que foram impulsionados pelas vendas em expansão da sua marca principal de automóveis de luxo Mercedes-Benz.

As vendas globais de caminhões da Daimler aumentaram 27% no primeiro trimestre, em bases anuais, para 89.300 veículos. A receita cresceu 28%, para 6,2 bilhões de euros. O lucro antes de juros e impostos da divisão de caminhões mais do que dobrou, para 415 milhões de euros, de 130 milhões de euros. As informações são da Dow Jones.

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