Thiago Queiroz/AE
Thiago Queiroz/AE

Daslu vai ao outlet e à internet

 Agora com novo controlador, marca de luxo tenta se ‘popularizar’, com novos canais de venda, mas sem perder a aura de glamour

Marcia de Chiara, de O Estado de S. Paulo,

01 de setembro de 2011 | 23h37

Sob nova direção, a marca Daslu, sinônimo de varejo de alto luxo, começa a se popularizar, mas não quer perder o glamour. Há 20 dias, a empresa estreou no comércio eletrônico, vendendo produtos de marca própria. No mês que vem, programa a inauguração da primeira loja no Outlet Premium São Paulo, às margens da Rodovia dos Bandeirantes.

Em novembro, será aberta uma loja no shopping Fashion Mall, em São Conrado, no Rio de Janeiro. A empresa também começa a vender seus produtos dentro de lojas multimarcas. A primeira investida será em Cuiabá (MT), mas já há planos para revendas multimarcas em DF e em Belo Horizonte (MG).

"A Daslu não se popularizou, mas quer ser mais acessível. A intenção é abrir o mercado de luxo, sem perder a essência da marca", afirma a diretora de Marketing da Daslu, Patrícia Cavalcanti.

Segundo ela, esse plano arrojado faz parte da nova gestão da companhia, que ainda se encontra em processo de recuperação judicial. Em fevereiro último, a empresa foi a adquirida pelo fundo de investimento Laep, do empresário Marcus Elias, por R$ 65 milhões.

Com o comércio eletrônico e as duas novas lojas, a expectativa da companhia é dobrar o faturamento, diz Patrícia, sem revelar cifras. Hoje, a Daslu tem duas lojas em funcionamento. Eliana Tranchesi, antiga proprietária e filha da fundadora da empresa, continua na operação da Daslu, à frente da área de criação e estilo da marca.

De fora. O projeto do varejo virtual de luxo começou a ser desenhado em janeiro deste ano, conta o diretor de e-commerce da Daslu, Luiz Pavão. "O site da Daslu é o primeiro e-commerce de luxo", afirma o executivo. A decisão dos novos proprietários de apostar no comércio eletrônico ocorreu a partir de uma constatação simples: muitos clientes vinham de outras regiões do País para fazer compras na Daslu.

Antes de colocar o site no ar, a empresa vendia seus produtos por meio de uma revista. "Os clientes ligavam, compravam o produto por telefone e a gente mandava entregar", diz Pavão. Esses clientes respondiam por 10% dos volumes vendidos e 3% do faturamento da empresa.

"Descobrimos que a Daslu é uma marca de luxo forte nacionalmente e centramos esforços em como chegar a esses clientes que vivem fora de São Paulo", diz o executivo. Com o site, ele acredita que o comércio eletrônico responda por 10% da receita da empresa até dezembro.

A migração das compras por telefone para a internet já é nítida. Em 20 dias de operação do site, 60% dos clientes do site já tinham comprado na Daslu anteriormente. Segundo Pavão, 90% dos clientes da internet são mulheres, 80% têm idade entre 25 e 35 anos e o valor médio de cada venda é de R$ 1 mil.

Além de atender aos clientes que já compram na Daslu, mas não moram em São Paulo, a intenção do site é a abrir as portas da marca de luxo para os consumidores emergentes que não se sentem à vontade para ir às lojas físicas, explica o executivo. O projeto do site inclui parcerias com blogs e redes sociais, como o Facebook, onde as blogueiras poderão fazer a sua "vitrine" de produtos e se tornar revendedoras da Daslu.

Rafael Forte, diretor de Serviços e Consultoria da VTEX, empresa que forneceu a tecnologia para o site, ressalta que um dos diferenciais é a possibilidade de as consultoras de moda e estilo da Daslu poderem interagir diretamente como o cliente.

A partir de dados sobre as preferências e o perfil de cada cliente obtidos por meio de compras feitas no passado, as consultoras da Daslu podem elaborar uma lista específica de produtos recomendados sob medida. "Esse mecanismo faz com que a loja aumente a taxa de conversão do site."

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