Daycoval quer consolidar presença no Nordeste

O Banco Daycoval abriu na semana passada duas agências no Nordeste, em Teresina (Piauí) e em São Luís (Maranhão), com foco no público corporativo e pretende ampliar em 20% o atual quadro de gerentes no ano que vem para consolidar sua presença na região. As duas agências completam a presença do Daycoval em todos os estados no Nordeste, onde o banco possui lojas de consignado e câmbio, cuja rede também deve crescer em 2014.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

06 de dezembro de 2013 | 16h30

"A estratégia é estar presente na capital e, a partir daí, por meio dos gerentes, acessar as empresas que estão no interior dos estados", disse o diretor executivo do Daycoval, Carlos Moche Dayan. A carteira de crédito para empresas do Daycoval nas regiões Norte e Nordeste chega a R$ 1,2 bilhão, representando cerca de 23% de todos os empréstimos concedidos para companhias pelo banco e aproximadamente 10% de sua carteira de crédito total, de acordo com o executivo.

Moche Dayan disse que o banco decidiu expandir sua rede para fora do Estado de São Paulo há dez anos e foi no Nordeste onde a receptividade foi mais evidente. Mesmo assim, Moche Dayan diz que o banco está satisfeito com a participação de cerca de 20% que a região tem na carteira total de crédito para as empresas, a qual, segundo ele, deve ser mantida. A região Sudeste é a que tem maior peso na carteira de empréstimos para as empresas do Daycoval, com participação de 55%, de acordo com o balanço do terceiro trimestre.

A principal concorrência do Daycoval no Nordeste vem dos grandes bancos e as indicações da Caixa Econômica Federal de que acentuará foco nos empréstimos ao segmento de médias empresas não incomodam o Daycoval. "Maior oferta de crédito aos nossos clientes é positiva, porque ajuda a manter as empresas saudáveis e por consequência a diminuir nosso risco de exposição à inadimplência", disse. "Na verdade, há falta de crédito para esse segmento e mais um player só pode ser favorável", acrescentou. Ele lembrou que os clientes do Daycoval na região são também clientes dos grandes bancos, onde realizam operações do dia a dia das empresas, que não são a área de atuação do banco.

Segundo o executivo, o maior problema enfrentado pelo Daycoval no que diz respeito à concorrência com os grandes bancos está na grande rede de distribuição dessas instituições, acima de uma potencial dificuldade para repassar os custos de captação aos empréstimos.

"Nossa grande arma, para enfrentar a presença capilarizada dos grandes bancos, é o relacionamento próximo com os empresários e a agilidade com que conseguimos atender os clientes", disse. Do ponto de vista de custo do crédito para as empresas, Moche Dayan afirmou que o Daycoval consegue emprestar a taxas equivalentes aos dos grandes bancos, porque capta a taxas praticamente similares das instituições maiores, "em torno de 103% a 104% do CDI".

O banco tem enfrentado dificuldades em seu balanço nos últimos trimestres por conta de elevação da inadimplência e das despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), os quais têm reduzido o lucro e a rentabilidade da instituição. Moche Dayan afirmou que os níveis de inadimplência entre as empresas do Nordeste não é maior do que a de outras regiões. E reiterou que o banco espera ver as despesas com PDD em desaceleração em 2014, conforme já havia dito a instituição na divulgação dos números do terceiro trimestre.

No trimestre passado, o total da carteira de crédito para empresas do Daycoval somava R$ 5,584 bilhões. A carteira de consignado estava em R$ 3 bilhões. O banco fechou o período com lucro líquido recorrente de R$ 59,3 milhões, queda de 11,2% sobre igual intervalo de 2012.

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