Decisão do governo é de salário mínimo de R$ 540, diz Lupi

Segundo ministro do Trabalho e Emprego, governo manterá acerto feito com centrais que leva em conta a inflação e o crescimento da economia dos anos anteriores

Célia Froufe, da Agência Estado,

29 de dezembro de 2010 | 13h52

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou nesta quarta-feira, 29, que a decisão do governo é por um salário mínimo de R$ 540,00 a partir do próximo ano. Lupi era um entusiasta de uma proposta intermediária de R$ 560,00 ante a reivindicação das centrais de um valor de R$ 580,00.

"O governo resolveu cumprir o que sempre foi acertado", disse. Ele se refere a um acerto feito entre governo e centrais e que leva em conta a inflação e o crescimento da atividade econômica dos anos anteriores. "Indiquei um pouco mais, mas a parte econômica (do governo) avalia que se quebrará uma regra que foi cumprida até aqui."

FGTS

O ministro admitiu que a forma de remuneração do FGTS precisa ser alterada. "O modelo de hoje precisa ser reavaliado, mas não pode prejudicar o trabalhador, que é o grande beneficiado", comentou. "Com o real valorizado e a estabilidade da moeda, esta é uma questão que precisamos enfrentar para que o trabalhador não tenha perdas", acrescentou.

O ministro ressaltou, no entanto, que a discussão deve ser feita com parcimônia. "O FGTS é grande investidor da economia brasileira e grande gerador de empregos. Isso tem que ser muito estudado", disse. Lupi alega que, ao aumentar a remuneração do fundo, também tende a crescer a taxa cobrada ao cidadão que utiliza o recurso. "O mesmo dinheiro não pode servir a dois senhores."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.