Declaração de ministro resgata temor de rebaixamento da França

Alain Juppé disse nesta quarta que um corte na nota francesa 'não seria cataclísmico'; declaração gerou nervosismo nos mercados, com o temor de um novo downgrade na zona do euro

Andréia Lago, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2011 | 16h22

NOVA YORK - Uma declaração do ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, de que "um downgrade do rating (francês) não seria cataclísmico" alimentava há pouco um rumor nos mercados de que a nota de crédito soberano da França poderia ser rebaixada por uma ou mais agências de classificação de risco. O temor de um novo rebaixamento de um crédito AAA na zona do euro contribuiu para a queda da moeda europeia e das bolsas, que já operavam em baixa após a Itália ter pago um yield recorde no leilão de bônus com prazo de cinco anos pela manhã.

O comentário de Juppé ganhou fôlego num ambiente já nervoso, com os mercados ainda à espera da avaliação da Standard & Poor's sobre o resultado da cúpula da União Europeia, concluída na semana passada com um acordo intergovernamental de união fiscal assinado por 26 países do bloco, com veto do Reino Unido.

A declaração gerou nervosismo até que o ministro francês esclarecesse que não houve contato da S&P com o governo sobre qualquer intenção de revisar o rating do país, o que ajudou o euro a desacelerar a queda e voltar a operar ao redor de US$ 1,30.

"Autoridades europeias estão falando como se um downgrade dos ratings já fosse uma decisão tomada", explicou Steven Englander, do Citi. "Parece que eles estão administrando as expectativas para preparar um downgrade que está por vir", avalia. Se nenhum rebaixamento de rating for anunciado até sexta-feira (16), isso poderá gerar mais cautela e novas vendas de euro antes do fim de semana, prevê Englander.

As informações são da Dow Jones.

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