Déficit do orçamento federal dos EUA subirá 13,8% no ano fiscal 2011

Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso, a alta do déficit será conduzida principalmente pelo impacto da extensão do corte de impostos aprovado no final do ano passado

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2011 | 13h32

O déficit orçamentário do governo dos Estados Unidos deverá aumentar 13,8% no final do atual ano fiscal, para US$ 1,48 trilhão, ante o déficit de US$ 1,3 trilhão no ano fiscal anterior, encerrado em 30 de setembro, afirmou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês). Segundo o órgão, a alta do déficit será conduzida principalmente pelo impacto da extensão do corte de impostos aprovado no final do ano passado.

O CBO reportou duas semanas atrás que no primeiro trimestre fiscal de 2011, o déficit orçamentário do governo dos EUA alcançou US$ 371 bilhões.

No ano fiscal 2012, que será iniciado em 1º de outubro de 2011, o escritório prevê que o déficit orçamentário recuará para US$ 1,1 trilhão, um valor ainda superior aos padrões históricos de longo prazo.

O CBO afirmou que, como porcentual do Produto Interno Bruto (PIB), o déficit aumentará para 9,8% no ano fiscal 2011, em comparação com 8,9% no ano fiscal 2010, antes de recuar para 7% no ano fiscal 2012.

O acordo sobre os impostos alcançado entre democratas e republicanos em dezembro adicionou US$ 858 bilhões ao déficit orçamentário do governo federal norte-americano durante os próximos dez anos. O acordo renovou por dois anos os cortes de impostos definidos no governo do ex-presidente George W. Bush para todos os norte-americanos, apesar dos temores de muitos democratas, que queriam ver um aumento das taxas de imposto de renda de cidadãos mais ricos.

O acordo restabeleceu também o imposto sobre o patrimônio a uma taxa de 35% sobre os indivíduos que ganham mais de US$ 5 milhões e casais com renda acima de US$ 10 milhões. O imposto havia expirado no final de 2009 e foi criado para ser renovado a partir de 2011 a taxas maiores.

Embora ambos os lados tenham reconhecido que as vertentes do acordo sobre os impostos iriam aumentar o déficit orçamentário no curto prazo, os congressistas concordaram que permitir uma elevação das taxas impediria a recuperação econômica do país.

As informações são da Dow Jones. 

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