Delta se une à Northwest e cria maior companhia aérea

Fusão ainda precisa ser aprovada pelas entidades que controlam a concorrência e sindicatos de pilotos

Efe e Reuters,

14 de abril de 2008 | 21h42

A Delta Air Lines e a Northwest Airlines anunciaram nesta segunda-feira, 14, que chegaram a um acordo de fusão. Se for aprovado pelas entidades que controlam a concorrência, criaria a maior empresa de transporte de passageiros do mundo. A Delta destacou que a companhia que surgirá após a fusão, cujo valor de mercado será de US$ 17,7 bilhões, terá sua sede de operações em Atlanta, Geórgia. Para entrar em vigência, o acordo deve ser aprovado pelas autoridades que avaliarão se a fusão não causará dano à concorrência do setor. A nova empresa, que substituirá a American Airlines como a maior companhia de transporte aéreo de passageiros, se chamará Delta e ficará sob a direção de Richard Anderson, atual gerente executivo da Delta Airlines. A fusão oferecerá maiores opções de destino a tarifas competitivas e permitirá criar uma empresa que poderá competir com linhas aéreas estrangeiras que nos últimos anos aumentaram seus serviços nos Estados Unidos. "Tínhamos dito que aceitaríamos a consolidação, se fosse positiva para todos: a Delta e a Northwest se adaptam perfeitamente", assinalou Anderson em comunicado. Acrescentou que a transação combina redes que abrem um mundo de oportunidades para os clientes e empregados da companhia. "Estamos criando a maior linha aérea dos EUA, financeiramente segura, com capacidade de investir em seus empregados e em seus clientes e criada para progredir em um mercado cada vez mais competitivo". Por sua vez, Doug Steenland, gerente executivo da Northwest, indicou que a nova companhia aérea oferecerá novas rotas à América Latina, Europa e Ásia, e estará em capacidade de superar os ciclos de crise e auge da indústria. Em conjunto, a nova empresa proporcionará acesso a mais de 390 destinos em 67 países, com uma frota de quase 800 aviões e cerca de 75 mil empregados no mundo todo. A indústria da aviação comercial sofreu uma série de altos e baixos que se tornam mais graves desde os atentados de 11 de setembro de 2001 e agravaram nos últimos meses por causa da alta dos combustíveis. O anúncio da fusão foi emitido um ano depois que as duas empresas se declararam em quebra e se enquadraram nas disposições do Capítulo 11 da lei de falências dos EUA para se proteger de seus credores. Além da aprovação oficial, a fusão também requer a aprovação dos sindicatos de pilotos de ambas as linhas aéreas.Texto atualizado às 3 horas 

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