José Patrício/Estadão/19/03/2015
José Patrício/Estadão/19/03/2015

Trabalhadores aceitam proposta de indenização da Caoa e demissões em Jacareí serão oficializadas

O valor vai variar de acordo com o tempo de serviço de cada um e pode chegar a 15 salários, com teto de R$ 5 mil por salário

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2022 | 18h30

Trabalhadores da Caoa Chery de Jacareí (SP), aprovaram nesta sexta-feira, 10, em assembleia, proposta da empresa de demitir a maior parte deles com pagamento de indenização de nove a 15 salários (com teto de R$ 5 mil por salário), além dos valores legais do desligamento.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, o valor vai variar de acordo com o tempo de serviço de cada um. As demissões oficiais devem ocorrer a partir de 1º de julho envolvendo os 489 funcionários da produção, de um total de cerca de 600 na unidade, incluindo administrativos.

No mês  passado a empresa anunciou que vai fechar a fábrica até 2025, quando pretende retomar atividades com a produção apenas de carros híbridos e elétricos. Nesse período, vai preparar as instalações para as novas tecnologias.

Sem chegar a um acordo com o sindicato, a Caoa Chery chegou a demitir os funcionários por telegramas, mas o Ministério Público do Trabalho (MPT) suspendeu os cortes e as partes voltaram a negociar.

A empresa se comprometeu a estender o convênio médico, o plano odontológico e o vale-alimentação dos trabalhadores por um ano. Também assinou compromisso de dar prioridade aos atuais dispensados nas contratações após o processo de modernização da planta.

Nas negociações com o sindicato no MPT, os representantes da montadora afirmaram que em 2025, ou até mesmo antes, vai reabrir a fábrica. Dirigentes da entidade temem que a Caoa Chery decida concentrar sua produção na fábrica de Anápolis (GO) e encerre definitivamente as operações em Jacareí.

“Continuaremos organizado para que a fábrica volte a operar em Jacareí”, afirma o diretor do sindicato, Guirá Borba Guimarães. Segundo ele, a empresa informou que os trabalhadores que não forem demitidos vão atuar nos setores de vendas, pós-venda, manutenção, qualidade e logística.

A fábrica produzia o SUV Tiggo 3x, que saiu de linha, e o sedã Arrizo 6, que passou a ser importado. A empresa não comentou a decisão dos trabalhadores.

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