Demos armas aos produtores para que eles possam competir, diz Dilma

Segundo a presidente, do total de R$ 107 bilhões em crédito rural, 80% serão financiados com juros de até 6,75% ao ano

Anne Warth e Gustavo Porto, da Agência Estado,

17 de junho de 2011 | 14h43

A presidente Dilma Roussef disse nesta sexta-feira, 17, que o novo Plano Agrícola e Pecuário 2011/12, lançado em Ribeirão Preto (SP), dará melhores condições de competitividade para os produtores dentro e fora do País. "Do total de R$ 107 bilhões em crédito rural, 80% serão financiados com juros de até 6,75% ao ano. Isso significa juros próximos de zero, compatíveis com aqueles oferecidos no mercado externo. Demos armas aos produtores para que eles possam competir dentro e fora do País", afirmou ela, durante discurso.

A presidente ressaltou que uma das melhores características do novo plano de safra é a preocupação com o médio produtor rural. Na avaliação da presidente, por muitos anos as políticas privilegiaram o pequeno e o grande agricultor, e o médio ficou "espremido" entre esses dois segmentos. "Fiquei especialmente encantada com essa preocupação do ministro Rossi (da Agricultura) com o médio produtor. Isso tem tudo a ver com o País que está se transformando. É preciso ter políticas para as camadas médias da população, que precisam ser contempladas, ainda mais porque estamos nos transformando no País da classe média", disse.

A presidente salientou que é importante adotar políticas para reforçar a classe média. "Isso é muito importante para o Brasil que queremos. O País do futuro". Dilma Rousseff elogiou o trabalho do ministro Rossi que, na avaliação da presidente, organizou as cadeias produtivas de laranja e café. "Acho que temos de organizar as cadeias de produção, evitar os conflitos entre as pontas das cadeias e perceber que a estabilidade implica necessariamente em determinada repartição de ganhos. Não pode ter fabricante rico e produtor morrendo", afirmou.

Sobre a produção de cana-de-açúcar, Dilma relatou que a renovação de canaviais é essencial para o produtor rural. "Eu sei o que aconteceu em 2008 (ano da crise financeira mundial), mas acredito que essa é um providência essencial para o País não perder sua posição de liderança em relação ao etanol", disse.

Dilma encerrou o seu discurso ressaltando que o País tem capacidade de ser uma potência na área de alimentos, energia e meio ambiente. "Mas também temos um outro compromisso, que é o fato de que temos de ser uma potência social e os alimentos são essenciais para que nossa população tenha de fato condições de sair de uma situação de desigualdade entre as maiores do mundo para uma condições de que nos orgulharemos", concluiu.

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