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Depois de investir na bolsa do Chile, BM&FBovespa mira Peru e Colômbia

Além desses três países, as bolsas da Argentina e México também estão no radar da BM&FBovespa

Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2015 | 11h45

SÃO PAULO - O diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse que depois de alcançar uma fatia de 8% da bolsa de Santiago, a empresa brasileira deverá iniciar a aquisição de fatias em até outras duas bolsas até o fim do primeiro semestre. Segundo o executivo, as bolsas de valores do Peru e Colômbia devem ser os próximos alvos. Além desses três países, as bolsas da Argentina e México também estão no radar da companhia. "Esse é um projeto de médio prazo", disse.

Edemir destacou ainda que o objetivo da bolsa brasileira é efetuar a aquisição até o limite permitido pela legislação local. Nesse sentido, frisou, a ideia é de alcançar no curto prazo uma participação de 10% na Bolsa do Chile. Recentemente, o executivo abriu também que a companhia tem interesse em buscar um assento nos conselhos de administração dessas bolsas.

A decisão da BM&FBovespa de ingressar na América Latina foi tomada em junho do ano passado, quando se aproximava o fim de um forte ciclo de investimentos da companhia, na ordem de R$ 1,5 bilhão. Dois bancos de investimento, então, foram contratados para assessorar os negócios. Apesar dos volumes baixos dessas bolsas, com exceção da mexicana, a BM&FBovespa pretende, com essa aproximação, oferecer às bolsas dois produtos que podem ter peso no momento das negociações: a clearing integrada com o novo sistema de risco e a plataforma de negociação eletrônica Puma.

A intenção da Bolsa brasileira é adquirir uma participação até o limite permitido pela regulação local, que varia entre 5% e 15%. Ao final desse processo, a Bolsa busca se tornar um centro de liquidez da região, atraindo, assim, fundos de pensão da região que operam hoje apenas em Nova York ou Londres, e também de empresas, que acabam acessando outros mercados que não o da América Latina. Após divulgar o seu resultado trimestral, a Bolsa destacou que o investimento de 8,3% na bolsa de valores do Chile somou R$ 43,6 milhões. 

Diversificação. O diretor executivo da Finanças e de Relações com Investidores da BM&FBovespa, Daniel Sonder, disse que a companhia vem se esforçando para diversificar suas receitas. O executivo citou, por exemplo, o trabalho da companhia no segmento de produtos de balcão. "Temos feitos esforços para diversificar mais nossa receita e colocá-la em diversos pilares que têm dado conforto em momentos diferentes", disse Sonder.

No primeiro trimestre do ano, tendo em vista a volatilidade, as receitas com derivativos representaram 45,9% do total registrado no período. O mix da composição dessa receita, destacou, dependerá de como os diversos segmentos se desenvolverão. Os esforços, segundo ele, estão focados, por exemplo, no segmento de balcão, de market data e aluguel de ativos.

Guardia disse que os próximos produtos a serem lançados para a plataforma de balcão, o swap com fluxo de caixa, compromissada e opções flex, ainda não têm um cronograma definido. Para junho a companhia já anunciou o lançamento de futuro de inflação.

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