Deputados republicanos emperram acordo sobre payroll, diz Obama

Segundo o presidente norte-americano, a extensão do corte no imposto sobre a folha do pagamento ajudaria na recuperação econômica do país

Álvaro Campos, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2011 | 16h30

SÃO PAULO - O presidente dos EUA, Barack Obama, cobrou nesta quinta-feira, 22, que o Congresso aprove a extensão do corte no imposto sobre a folha de pagamento (payroll) por dois meses, e depois negocie uma prorrogação por um ano, segundo informações do site 'MarketWatch'.

Falando na Casa Branca, Obama disse que uma "facção" da bancada republicana na Câmara está emperrando a aprovação da prorrogação por dois meses. Segundo o presidente, a extensão do benefício fiscal vai ajudar a recuperação econômica do país. Sem a aprovação do Congresso, o imposto pago pelos trabalhadores norte-americanos, que atualmente é de 4,2%, vai subir para 6,2% a partir de 1º de janeiro de 2012.

O líder da minoria no Senado dos EUA, o republicano Mitch McConnell, também cobrou nesta quinta que os líderes republicanos na Câmara aprovem a prorrogação do benefício por dois meses e disse que os senadores democratas deveriam iniciar um processo para nomear negociadores para trabalhar em uma solução de longo prazo.

O presidente da Câmara, o republicano John Boehner, tem enfrentado uma crescente oposição nos últimos dias à sua decisão de se opor a extensão do corte por dois meses, aprovada no sábado pelo Senado. Os deputados republicanos têm dito que o Congresso deve aprovar uma prorrogação de um ano, afirmando que não vão assinar uma medida temporária negociada entre os senadores republicanos e líderes democratas.

"Os deputados republicanos querem uma maior certeza sobre a duração dessas provisões, enquanto os senadores democratas querem mais tempo para negociar os termos do acordo. Esses objetivos não são excludentes. Nós podemos e devemos fazer as duas coisas", comentou McConnell em um comunicado.

Hoje, Boehner ligou para o presidente dos EUA, Barack Obama, e pediu que ele enviasse sua equipe de política econômica para ao Congresso, "para encontrar uma forma de acomodar a requisição do presidente para uma extensão de um ano". Mas, segundo o escritório de Boehner, Obama se recusou a enviar sua equipe. O presidente norte-americano teria dito que "a única alternativa viável atualmente em negociação" é que a Câmara aprove a prorrogação por dois meses que o Senado já liberou. Após isso, Obama está "comprometido" em trabalhar por uma extensão de um ano.

Se o Congresso não chegar a um acordo, o imposto sobre a folha de pagamento pago pelos trabalhadores norte-americanos subirá para 6,2%, do nível atual de 4,2%. Benefícios federais para trabalhadores desempregados também acabariam.

As informações são da Dow Jones.

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