Desaceleração do IPCA-15 tira pressão sobre BC, diz Besi

No entanto, segundo o banco, o Copom não deve alterar seu planejamento, uma vez que o presidente do BC deixou claro que a condução da política monetária está focada no combate da inflação

Francisco Carlos de Assis e Maria Regina Silva, da Agência Estado,

22 de maio de 2013 | 09h53

A desaceleração da inflação observada na divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), de 0,51% em abril para 0,46% em maio, tira um pouco da pressão sobre a política monetária no que se refere ao comportamento da inflação no curto prazo, avaliou o economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank (Besi Brasil), Flávio Serrano.

No entanto, segundo ele, o Comitê de Política Monetária (Copom) não deve alterar seu planejamento, uma vez que o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, falando a parlamentares na terça-feira, 21, em Brasília, deixou claro que a condução da política monetária está focada no combate da inflação no médio e longo prazos.

Serrano esperava uma variação de 0,49% para o IPCA-15 de maio e atribuiu a diferença de 0,03 ponto porcentual, em relação ao índice efetivo de 0,46% do indicador, à maior desaceleração dos preços dos alimentos. Serrano espera um IPCA fechado deste mês entre 0,30% e 0,40%.

Serviços

O grupo Serviços apresentou alta de 0,52% no IPCA-15 de maio, segundo o Besi. No IPCA-15 de abril, a taxa atingiu 0,51%. O comportamento do grupo veio exatamente como mostrava a mediana das expectativas dos economistas consultados pelo AE Projeções, obtida a partir do intervalo de estimativas que iam de 0,42% a 0,62%.

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