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‘Descontos elevam interesse por compras de itens usados em leilão’, diz diretora da MaisAtivo

Na Superbid Marketplace, plataforma de leilões virtuais, as vendas cresceram 62% no primeiro semestre, diz Jacqueline Luz

Entrevista com

Jacqueline Luz, diretora da MaisAtivo, da Superbid

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2021 | 05h00

A pandemia elevou o interesse do consumidor por produtos usados vendidos em leilões virtuais. Além de itens tradicionais, como veículos, tem crescido a compra de eletroeletrônicos, eletrodomésticos, itens de decoração e móveis para escritório. Na Superbid Marketplace, plataforma de leilões virtuais, as vendas cresceram 62% no primeiro semestre, diz a diretora comercial da MaisAtivo, empresa do Grupo Superbid, Jacqueline Luz.

A pandemia acelerou as vendas nos leilões virtuais?

Sim. Em 2020, o número de cadastros já havia crescido 34% no Grupo Superbid. Neste ano, de janeiro a julho, o crescimento foi de 125% em relação ao mesmo período do ano passado. Com a pandemia, muitas empresas fecharam as portas ou reduziram operações. Isso aumentou o número de produtos usados ofertados em leilão. Restaurantes e escritórios, por exemplo, colocaram muitos ativos à venda, como cozinhas industriais. Houve crescimento de 62% nas vendas dentro da plataforma no primeiro semestre deste ano, na comparação com o ano anterior.

Que tipo de produto é vendido?

Os mais variados e de todos os segmentos de mercado. Computador, tablet, celular, geladeira, fogão, micro-ondas, itens de decoração, material de escritório e máquinas, além de imóveis. Criamos lotes pequenos com valores menores para atrair os clientes. Os descontos podem chegar a 90%. Uma cadeira que custa R$ 5 mil, por exemplo, colocamos o lance inicial de R$ 350 e foi vendida por R$ 1 mil. O valor médio de arremate por item é de R$ 500. Alguns produtos, como frigobar e refrigeradores, às vezes são vendidos de forma unitária.

O que motiva a venda de bens em leilões?

São dois fatores principais: empresas que identificam a oportunidade de fazer caixa com a venda de bens em desuso, ou casos de desativação. Nesse segundo cenário, o leilão vira alternativa para liquidar mais rápido os ativos ou usar o dinheiro arrecadado para pagar despesas ou dívidas.

E quem compra nos leilões?

As ofertas despertaram o interesse de investidores, que aproveitam o momento para fazer bons negócios, e de usuários, que usam o tempo disponível em casa para acessar a internet em busca de bens e produtos de segunda mão. Hoje, 80% dos compradores são pessoas físicas e 20%, pessoas jurídicas. Nas crises, as pessoas mudam o processo de consumo e buscam maneiras mais conscientes de compra.

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