Desemprego de 7 regiões metropolitanas cai a 10,6% em novembro, diz Dieese

Os desempregados somaram nessas regiões 2,355 milhões de pessoas, 45 mil a menos do que no mês anterior

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 10h08

A pesquisa de emprego e desemprego (PED) do SEADE/DIEESE mostra que em novembro o total de desempregados do conjunto das sete regiões onde é feita a mostra caiu a 10,6% da PEA (População Economicamente Ativa). Em outubro a taxa foi de 10,8%. Os desempregados somaram nessas regiões 2,355 milhões de pessoas, 45 mil a menos do que no mês anterior.

Nesta leitura, a taxa de desemprego aberta caiu de 7,9% para 7,7% e o oculto ficou estável em 2,9%. O nível de ocupação ficou praticamente estável nas 7 regiões metropolitanas (São Paulo, Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Salvador) com ligeira variação de 0,1%. Esta variação representa a criação de 12 mil novos postos de trabalho.

Por região, a maior queda na taxa de desemprego, de 6,1%, ocorreu em Porto Alegre, seguida por Salvador com 3,9 e São Paulo com queda de 1,8%. Em contrapartida, a maior taxa de crescimento regional do desemprego ocorreu em Fortaleza com 5,1%. Ainda no conjunto das sete regiões metropolitanas, o nível ocupacional aumentou na indústria 1,8% com 54 mil novas ocupações, na construção civil com geração de 23 mil novos postos e nos serviços com geração de 18 mil novas vagas. No agregado outros setores, houve redução de 75 mil postos de trabalho e o comércio manteve-se relativamente estável com fechamento de 8 mil postos.

São Paulo

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo recuou  0,02 ponto porcentual para 10,7% da População Economicamente Ativa (PEA) em novembro, comparativamente à taxa de 10,9 em outubro. Este resultado refletiu relativa estabilidade da taxa de desemprego aberto de 8,4% para 8,1% e o oculto de 2,5% para 2,6% na mesma comparação. Em novembro o contingente de desempregados foi estimado em 1,150 milhão de pessoas, 24 mil a menos do que no mês anterior, resultado da pequena oscilação da PEA (menos 23 mil pessoas e do nível de ocupação com mil postos a mais).

O nível de ocupação permaneceu estável. Em outubro, havia crescido 1,3%. O contingente de ocupados no mês passado foi estimado pelo SEADE/DIEESE em 9,595 milhões. Este desempenho refletiu movimentos diferenciados entre os setores de atividades analisados. O segmento de serviços gerou 39 mil postos de trabalho, a indústria criou 19 mil, o comércio gerou mais 19 mil empregos e em outros setores foram criados 38 mil postos de trabalho em outubro.  

Massa salarial

O rendimento médio real dos trabalhadores na Região Metropolitana de São Paulo cresceu 4,1% entre os ocupados e 3,5% entre os assalariados em outubro deste ano, informou a pesquisa SEADE/DIEESE, divulgada na manhã desta quarta-feira (22). O rendimento médio real passou a equivaler R$ 1.524,00 para os ocupados e R$ 1.532,00 para os assalariados.

A massa de rendimentos, segundo a mesma pesquisa, aumentou 5,6% em outubro e a dos assalariados ampliou em 6,2%. Em ambos os casos, de acordo com os técnicos do SEADE/DIEESE, os aumentos se deram como resultado da elevação do rendimento médio e, em menor medida, do nível de ocupação. 

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