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Desemprego e renda apontam para pressões inflacionárias, diz corretora

Para o economista Flávio Combat, maior inflação interna e efeito externo de alta nos preços colocam em risco a interpretação que levou o BC a reduzir a taxa básica de juros 

Flavio Leonel, da Agência Estado,

22 de setembro de 2011 | 15h19

Os indicadores divulgados nesta quinta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o mercado de trabalho em agosto continuam a mostrar um cenário que pode trazer consequências à inflação. A opinião é do economista responsável pelo Departamento Econômico da Concórdia Corretora, Flávio Combat, que, em análise específica sobre o tema, destacou que uma tendência de maior inflação interna e um eventual efeito externo de alta nos preços, também impulsionado por avanços recentes do dólar em relação real, colocam em risco a interpretação que levou o Banco Central brasileiro a reduzir recentemente a taxa básica de juros.

"Nesse cenário, a meta de inflação é um objetivo cada vez mais distante, com indicativos de que o BC está mais tolerante à inflação não apenas no curto, mas também no médio prazo" opinou Combat.  "Conforme ressaltamos nos últimos relatórios, os indicadores sobre o mercado de trabalho, que registram, mês a mês, mínimas históricas na taxa de desemprego e aumento do poder de compra dos trabalhadores, pesam sobre o cenário prospectivo de inflação", disse.

Nesta quinta-feira, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou estável em 6,0% em agosto, no mesmo nível registrado em julho. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 5,9% a 6,2%, e ligeiramente abaixo da mediana, de 6,1%. A Concórdia Corretora trabalhava exatamente com uma previsão de taxa de 6,00%.

Quanto ao rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados, o IBGE apurou que o valor foi de R$ 1.629,40 em agosto, uma alta de 0,5% em comparação a julho. Na comparação com agosto do ano passado, o poder de compra dos ocupados cresceu 3,2%. "A baixa ociosidade de mão de obra, os ganhos salariais acima da inflação, as negociações salariais de diversas categorias no segundo semestre de 2011 e o reajuste do salário mínimo no começo de 2012 são elementos de forte pressão sobre a demanda doméstica e, consequentemente, sobre a trajetória dos preços", destacou Combat.

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