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Desemprego em 7 regiões metropolitanas cai para 11,2% em maio

Segundo Dieese e Seade, foram criados 91 mil postos de trabalho

Renan Carreira, da Agência Estado,

26 de junho de 2013 | 10h28

SÂO PAULO - A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) teve ligeira queda em maio em relação a abril, passando de 11,3% para 11,2% no período.

De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação nas regiões apresentou ligeira alta de 0,5%, com a criação de 91 mil postos de trabalho. A PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.

De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação subiu em Fortaleza (1,3%), Recife (0,9%), Distrito Federal (0,6%), São Paulo (0,4%), Belo Horizonte (0,3%) e Porto Alegre (0,3%). O nível de ocupação se manteve praticamente estável em Salvador (0,1%).

Entre os setores avaliados, o nível ocupacional avançou na Construção (0,8% ou 13 mil postos de trabalho), nos Serviços (0,7% ou 80 mil postos), no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (0,4% ou 16 mil postos) e na Indústria de Transformação (0,3% ou 8 mil postos).

O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões teve leve queda de 0,2% em abril ante março, para R$ 1.588. A renda média real dos assalariados avançou 0,3% na mesma base de comparação, para R$ 1.635.

São Paulo

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) ficou estável em 11,4% em maio ante abril, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada há pouco pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O resultado no mês passado se deveu aos avanços do nível de ocupação na Construção (1,7% ou a criação de 12 mil postos de trabalho), no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (1,0% ou 17 mil postos), nos Serviços (0,6% ou 30 mil postos) e na Indústria de Transformação (0,4% ou 6 mil postos).

O total de desempregados na RMSP em maio foi estimado em 1,235 milhão de pessoas, 5 mil a mais que em abril. A taxa de participação variou de 62,2% para 62,4% no período em análise.

Ainda de acordo com a PED, o rendimento médio real dos ocupados na RMSP em abril teve leve recuo de 0,2% em relação a março, passando para R$ 1.707. Já a renda média real dos assalariados teve alta de 0,9%, para R$ 1.738.

Rendimento médio

O rendimento médio real dos ocupados na Região Metropolitana de São Paulo chegou ao sexto mês consecutivo de queda em abril, ao recuar 0,2%. Em outubro de 2012, o rendimento médio real na RMSP era de R$ 1.816 e em abril ficou em R$ 1.707, baixa de 6%.

Já no conjunto das sete regiões metropolitanas pesquisadas, o rendimento médio real chegou ao quinto mês consecutivo de queda em abril, também com recuo de 0,2%. Em novembro de 2012, o rendimento médio real era de R$ 1.642 e em abril ficou em R$ 1.588, baixa de 3,3%. A pesquisa é feita nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo e o Distrito Federal.

O coordenador de análise da Fundação Seade, Alexandre Loloian, e a economista Ana Maria Belavenuto, técnica do Dieese, disseram que essas quedas provavelmente se devem à alta da inflação e a um mercado de trabalho mais fraco.

Ambos também concordam que todos os setores devem apresentar números melhores daqui para frente. "Se nada piorar, não tem por que não subir", disse Loloian, referindo-se à RMSP. Ana Maria afirmou que deve haver recuperação nos próximos meses, "mas observo um mercado de trabalho mais tímido neste começo de ano (no conjunto das sete regiões)".

Loloian destacou que o nível de ocupação na RMSP deu um bom sinal. Na passagem de abril para maio, a variação foi de alta de 0,4%, depois de apresentar cinco meses seguidos de baixa. Ele chamou a atenção para o número de ocupados na indústria de transformação, que parou de cair. Em janeiro, o total de ocupados era de 1,745 milhão, em fevereiro de 1,678 milhão, em março de 1,624 milhão e em abril de 1,549 milhão. Em maio, porém, o número voltou a subir, para 1,555 milhão.

No conjunto das sete regiões, o nível de ocupação apresentou ligeiro aumento de 0,5% na passagem de abril para maio. Ana Maria destacou a alta no setor de construção, de 0,8%.

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