Desemprego médio SP em 2010 deve ser o menor desde 1991, diz Dieese

Expectativa é que taxa feche o ano no nível próximo a 12,5%; no ano passado, a taxa média na região paulista atingiu 13,8%

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 11h41

O coordenador de pesquisas do Dieese, Francisco Oliveira, afirmou à Agência Estado que a taxa média de desemprego na região metropolitana de São Paulo deve atingir neste ano um nível próximo a 12,5%, marca que não é registrada desde 1991, quando chegou a 11,7%. No ano passado, a taxa média na região paulista atingiu 13,8%.

"Essa evolução do mercado de trabalho em São Paulo está muito relacionada com o melhor desempenho do nível de atividade neste ano na comparação com o ano passado, quando havia efeitos da crise internacional", comentou, referindo-se ao fato de que em 2009 o PIB brasileiro caiu 0,2% e em 2010 deve alcançar um patamar de alta ao redor de 6,5%.

Embora tenha destacado que a tendência do desemprego é ser cadente no segundo semestre em relação à primeira metade do ano, Oliveira ressaltou que a boa conjuntura econômica atual gera uma perspectiva ainda mais favorável para a criação de postos de trabalho até dezembro em todos os setores da economia. "Há muito tempo não se via um cenário tão positivo para a economia nacional, o que ocorre em vários segmentos da sociedade, inclusive com os empresários", disse, mencionando os altos níveis de confiança registrados por consumidores e dirigentes de empresas. Além disso, ele também destaca que a evolução do emprego em São Paulo está relacionada com a expansão contínua da formação bruta de capital fixo. "E o avanço dos investimentos deve continuar em função da boa perspectiva de evolução da economia para os próximos anos", completa.

Oliveira fez uma menção especial ao setor da construção civil, que vem registrando incremento de atividade desde 2007 em todo o País. "Na região de Fortaleza, por exemplo, é nítido o avanço desse setor quando se olha a cidade pelo alto", ilustra. Ele ressaltou que muito da expansão das obras civis está relacionada a reformas feitas pelas famílias, o que é uma consequência natural do avanço do mercado de trabalho e do rendimento médio dos ocupados.

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