Desemprego na Espanha atinge novo recorde, com taxa de 24,63%

 No segundo trimestre, porém, o ritmo de perda de empregos diminuiu

Agência Estado e Reuters,

27 de julho de 2012 | 08h20

O desemprego na Espanha atingiu um novo recorde no segundo trimestre deste ano, com uma taxa de 24,63%, acima de 24,44% no primeiro trimestre, informou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). O recorde anterior havia sido registrado nos três primeiros meses de 1994.

No entanto, a pesquisa mostrou sinais de que a taxa de desemprego na Espanha pode estar perto de começar a diminuir. As vagas perdidas no segundo trimestre somaram 15,9 mil, em comparação com as 870 mil eliminadas nos três trimestres anteriores, e o número de estrangeiros desempregados caiu 59,7 mil em comparação com o primeiro trimestre.

Essa leve melhora pode estar ligada ao aumento sazonal da atividade dos setores de serviços e construção, que são os mais relacionados ao turismo, atualmente a principal fonte de postos de trabalho e fluxos positivos de caixa na Espanha. Cerca de 42,8 mil empregos foram criados no setor de serviços e 6,2 mil na construção durante o segundo trimestre. Por outro lado, foram perdidos 44,0 mil empregos no setor agrícola e 21,0 mil na indústria.

A Espanha está sofrendo os efeitos do estouro da bolha imobiliária que durou uma década. Nos dez anos até a crise financeira de 2008, o país recebeu 5 milhões de imigrantes, geralmente trabalhadores sem qualificação de países sul-americanos pobres que encontraram emprego no setor de construção e em serviços relacionados. Depois de cinco anos do estouro da bolha, a taxa de desemprego entre os estrangeiros está em 35,8%, 13 pontos porcentuais acima da taxa para cidadãos espanhóis.

Dívida

A Espanha irá financiar um novo mecanismo de liquidez para ajudar as regiões a pagarem seus dívidas por meio de um empréstimo bancário de 8 bilhões de euros, limitando o impacto do instrumento sobre o Tesouro a 4 bilhões de euros, afirmou nesta sexta-feira o secretário da Economia do país, Fernando Jiménez Latorre.

"Há um acordo com os bancos que está pronto para ampliar um financimento adicional dessa quantidade (de 8 bilhões de euros), disse Jiménez durante entrevista."

"Nós acrescentamos os 6 bilhões de euros anunciados pela loteria estatal e haverá outros 4 bilhões de euros do cofre do Tesouro", disse ele, acrescentando que o calendário de emissões não será alterado pela necessidade de liquidez da comunidades autônomas.

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