Desemprego na região metropolitana de SP sobe 11,4%

O total de desempregados na RMSP em abril foi estimado em 1,230 milhão de pessoas, 54 mil a mais que em março

Renan Carreira, da Agência Estado,

29 de maio de 2013 | 09h56

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu para 11,4% em abril, de 10,9% em março, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira, 29, pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

A alta do desemprego no mês passado se deveu às quedas do nível de ocupação na Indústria de Transformação (-4,6% ou -75 mil postos de trabalho), no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-1,0% ou -18 mil postos) e na Construção (-0,4% ou -3 mil postos). Houve elevação nos Serviços (0,4% ou mais 22 mil postos de trabalho).

O total de desempregados na RMSP em abril foi estimado em 1,230 milhão de pessoas, 54 mil a mais que em março. A taxa de participação (62,2%) não variou no período em análise.

Ainda de acordo com a PED, o rendimento médio real dos ocupados na RMSP em março recuou 0,5% em relação a fevereiro, passando para R$ 1.705. Já a renda média real dos assalariados teve queda de 0,9%, para R$ 1.717.

Sete regiões

A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a PED subiu em abril em relação a março, passando de 11% para 11,3% no período. De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação nas regiões apresentou ligeira queda de 0,4%, com a eliminação de 80 mil postos de trabalho. A PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.

De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação subiu no Distrito Federal (0,6%), em Belo Horizonte (0,5%) e no Recife (0,4%). Porém, o nível de ocupação caiu em Salvador (-2,1%), Fortaleza (-1,2%), São Paulo (-0,5%) e Porto Alegre (-0,4%).

Entre os setores avaliados, o nível ocupacional recuou na Indústria de Transformação (-3,4% ou -98 mil postos de trabalho) e no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-1,2% ou -47 mil postos). Segundo a pesquisa, o nível ocupacional ficou relativamente estável nos Serviços (0,3% ou mais 34 mil postos) e na Construção (0,3% ou mais 4 mil postos).

O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões caiu 0,4% em março ante fevereiro, para R$ 1.583. A renda média real dos assalariados recuou 0,3% na mesma base de comparação, para R$ 1.622.

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