Desemprego recua para 4,9% em abril, a menor taxa para o mês em 13 anos

Taxa veio abaixo do piso das estimativas dos analistas, de 5%; rendimento médio dos trabalhadores registrou queda de 0,6%

Economia & Negócios e Daniela Amorim, da Agência Estado,

22 de maio de 2014 | 09h00

SÃO PAULO - O desemprego apresentou leve recuo em abril. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego em abril foi de 4,9%, contra a taxa de 5% em maio. O resultado foi o menor para o mês de abril desde o início da série histórica em 2002.

A taxa veio abaixo do piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, de 5% a 5,3%, com mediana de 5,2%. A taxa de desemprego média nos primeiros quatro meses de 2014 está em 5%, a mais baixa para o período de janeiro a abril da série histórica. Em 2013, a taxa de desemprego média de janeiro a abril tinha ficado em 5,6%.

O rendimento médio real dos trabalhadores registrou queda de 0,6% em abril ante março, mas aumento de 2,6% na comparação com abril de 2013.

A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 47,2 bilhões em abril, um recuo de 0,5% em relação a março. Na comparação com abril de 2013, a massa cresceu 3,6%. Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 47,7 bilhões em março, uma queda de 0,6% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2013, houve aumento de 5,0% na massa de renda efetiva. O rendimento médio real dos trabalhadores em abril foi de R$ 2.028,00, contra R$ 2.040,27 em março.

Desempregados. O número de desocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País totalizou 1,173 milhão de pessoas em abril, uma queda de 3,3% em relação a março, ou 40 mil indivíduos a menos em busca de trabalho, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego. Na comparação com abril de 2013, houve redução de 17% no número de desempregados, o equivalente a 240 mil pessoas a menos procurando uma vaga.

Já a população ocupada ficou em 22,941 milhões de pessoas em abril, ligeiro aumento de 0,1% em relação a março, graças à criação de 17 mil postos de trabalho. Em relação a abril do ano passado, a variação também foi de apenas 0,1%, com a criação de 34 mil vagas.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 11,704 milhões em abril, alta de 0,2% em relação a março, com a criação de 29 mil postos formais. Em relação a abril do ano passado, houve aumento de 2,2% nas vagas com carteira, o equivalente a 252 mil novos postos de trabalho formais.

População inativa. A migração de trabalhadores para a inatividade voltou a ajudar a manter a taxa de desemprego em mínimas históricas em abril. "Essa taxa (de desocupação) caiu não porque houve geração de postos, não porque houve expansão da população ocupada, mas sim porque houve redução da procura por trabalho", afirmou Adriana Araújo Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Em relação a março, foram criadas apenas 17 mil vagas em abril. Na comparação com abril do ano passado, somente 34 mil postos foram abertos. Como a população em idade ativa continuou crescendo e o número de desocupados permaneceu diminuindo, significa que essas pessoas foram para a inatividade.

O número de inativos ficou em 19,194 milhões de pessoas em abril, alta de 0,6% ante março, o equivalente a 118 mil pessoas a mais. Na comparação com abril do ano passado, a população inativa cresceu 4,2%, o equivalente a 772 mil pessoas que deixaram a força de trabalho.

"A ocupação não tem crescido, não tem apresentado movimento que seja significativo. Ela não está diminuindo, mas também não está crescendo como vimos em outros momentos da pesquisa. A gente está vivendo um cenário de estabilidade da ocupação", definiu Adriana.

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