Desemprego sobe a 11% em março, diz Dieese e Seade

Pesquisa capta o desemprego em sete grandes regiões metropolitanas; O rendimento médio real dos ocupados caiu 0,3%

Beatriz Bulla, da Agênica Estado,

24 de abril de 2013 | 10h13

SÃO PAULO - A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) cresceu em março em relação a fevereiro e variou de 10,4% para 11,0% entre os períodos.

A PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação diminuiu em todas as regiões: Recife (-1,9%), Fortaleza (-1,7%), Belo Horizonte (-1,3%), Distrito Federal (-1,2%), Salvador (-0,9%), São Paulo (-0,9%) e Porto Alegre (-0,5%).

O rendimento médio real dos ocupados, número que inclui os trabalhadores informais, caiu 0,3% em fevereiro ante janeiro, para R$ 1,578 mil. Já a renda média real dos assalariados subiu 0,3%, para R$ 1,617 mil, no mesmo período.

O total de desempregados nas sete regiões analisadas chegou a 2,439 milhões em março, o que representa uma elevação em 128 mil pessoas com relação a fevereiro. Em fevereiro, o contingente de desempregados também havia crescido na comparação com janeiro, com 82 mil pessoas nessa situação a mais do que no primeiro mês do ano. Na comparação com março do ano passado, o número de desempregados subiu 2,8%.

Em março, o nível de ocupação no conjunto das regiões analisadas diminuiu na Indústria de Transformação (-3,5% ou 103 mil postos de trabalho a menos), na Construção (-2,8% ou 44 mil postos a menos) e no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-1,9% ou 75 mil postos de trabalho a menos). Apenas em Serviços o nível de ocupação ficou estável, com contingente de 1 mil pessoas em março a mais do que em fevereiro.

São Paulo

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) cresceu para 10,9% em março, de 10,3% em fevereiro. Apesar do aumento, esta é a menor taxa para o mês de março desde 1991, de acordo com a pesquisa.

A alta do desemprego no mês passado se deve, em parte, a uma redução do nível de ocupação nos setores de Indústria de Transformação (-3,2% ou 54 mil postos de trabalho a menos), Construção (-2,4% ou menos 17 mil postos de trabalho) e Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-1,5% ou menos 27 mil postos). No setor de Serviços, o nível de ocupação ficou praticamente estável, com variação de 0,1%, ou mais oito mil postos de trabalho.

O total de desempregados na RMSP em março foi estimado em 1,176 milhão de pessoas, 62 mil a mais que em fevereiro. A taxa de participação, ou a proporção de pessoas com idade a partir de 10 anos incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas, ficou praticamente estável, passando de 62,4% para 62,2%.

Ainda de acordo com a PED, o rendimento médio real dos ocupados na RMSP em fevereiro recuou 0,8% em relação a janeiro, passando a R$ R$ 1,701 mil. A renda média real dos assalariados também caiu (-0,1%), para R$ 1,719 mil.

Tudo o que sabemos sobre:
empregoSeadeDieese

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.