Desindexação é desejável, mas não deve desrespeitar contratos, diz Coutinho

Segundo presidente do BNDES, tarefa é complexa por envolver documentos de diferentes segmentos, como contratos de locação de imóveis e de concessões para infraestrutura

Sabrina Valle, da Agência Estado,

30 de maio de 2011 | 17h05

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que a desindexação da economia é desejável, mas precisa ser feita de forma cuidadosa para não desrespeitar contratos. De acordo com ele, a tarefa é complexa por envolver documentos de diferentes segmentos, como contratos de locação de imóveis e de concessões para infraestrutura. "Cada contrato tem suas peculiaridades, é uma questão que precisa ser tratada de forma respeitosa", disse.

Coutinho disse ter "reservas teóricas em relação aos IGPs" (os índices gerais de preços da FGV), índices híbridos e com influência do dólar. Para ele, há índices que fizeram sentido no passado e que hoje não são necessariamente os mais adequados.

"Mas isso é matéria para discussão técnica. Não dá para generalizar", disse durante o Investors Day.

Sobre a inflação, Coutinho se disse otimista, compartilhando das previsões do Banco Central. Ele lembra que há seis semanas consecutivas o nível de inflação recua.

"É ainda um processo incipiente, mas tenho certeza de que o BC e o Ministério da Fazenda cumprirão o programa macroeconômico brasileiro e os instrumentos de política monetária serão usados para assegurar que a inflação volte para o centro da meta. Tenho confiança na competência do BC", disse.

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