Desoneração prevista para a indústria sai na virada do semestre, diz Pimentel

Entre as medidas que devem compor a Política de Desenvolvimento Produtivo devem constar a desoneração dos bens de capital e a redução de impostos e encargos trabalhistas

Anne Warth, da Agência Estado,

26 de maio de 2011 | 12h47

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta quinta-feira, 26, que a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que terá medidas de desoneração de impostos para a indústria, deve sair "na virada do primeiro para o segundo semestre". Entre as medidas que devem compor a PDP, o ministro disse que deve constar a desoneração dos bens de capital e a redução de impostos e encargos trabalhistas.

"Vai haver sim redução de encargos (trabalhistas) e tributos. Não posso dar um prazo, mas acredito que na virada do primeiro para o segundo semestre essas medidas serão anunciadas", afirmou, após participar do seminário Brasil do Diálogo, da Produção e do Emprego, na capital paulista. "Estão em estudo, mas podem ter certeza de que serão tomadas, medidas de curtíssimo prazo como a redução de encargos e tributos, especialmente sobre a folha de pagamento, mas também sobre bens de capital e sobre investimentos."

Ao falar sobre a taxa básica de juros, o ministro disse que a Selic ainda não pode ser reduzida porque a "ameaça inflacionária" ainda está presente na conjuntura atual. "A taxa de juros não é movida pelo desejo da gente. É claro que todo mundo quer uma taxa de juros baixa, e eu tenho certeza de que inclusive o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também quer", afirmou. "Mas temos hoje uma conjuntura ainda com uma certa ameaça inflacionária, e a taxa de juros está refletindo este momento. Isso vai mudar e tenho certeza de que ao longo do segundo semestre vamos ter uma realidade melhor."

O ministro disse ainda estar confiante em relação às negociações com a Argentina para liberar produtos retidos na fronteira. "Deve haver novas reuniões na semana que vem e eu espero que a gente chegue a um acordo de curto prazo que possa liberar tanto os carros argentinos que estão na fronteira quanto os produtos brasileiros que estão parados na Argentina", afirmou. "Estou otimista quanto a isso. Acho que há uma boa vontade dos dois lados e vamos chegar a um bom acordo."

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