Despesas do governo crescem bem mais do que receitas no 1º semestre

Com desempenho desfavorável, o superávit primário acumulado no ano caiu 14,1%, mas governo conseguiu cumprir a meta fiscal até agosto    

Adriana Fernandes e Célia Froufe, da Agência Estado,

31 de julho de 2012 | 09h53

As despesas das contas do governo central - formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social - cresceram em velocidade bem maior que as receitas. Segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional, enquanto as despesas no primeiro semestre tiveram alta de 12,5%, as receitas totais cresceram 8,7%. Com esse desempenho desfavorável, o superávit primário acumulado no ano caiu 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O governo central realizou, até junho, toda a meta prevista para o ano até agosto (segundo quadrimestre). Até junho o resultado primário foi R$ 47,3 bilhões, ante meta de R$ 46,46 bilhões. Para chegar ao volume realizado até junho, o governo utilizou os dados do Banco Central do período de janeiro a maio deste ano.

O esforço fiscal no primeiro semestre do ano é R$ 7,9 bilhões menor que no mesmo período do ano passado (R$ 56 bilhões). As receitas totais do primeiro semestre somaram R$ 427,6 bilhões e as despesas, R$ 379,504 bilhões. 

O superávit primário do governo central em junho, de R$ 1,272 bilhão, é o menor desde novembro de 2010, quando ficou em R$ 1,028 bilhão. O saldo positivo do mês passado também é o mais baixo para meses de junho desde 2010, quando o superávit foi de apenas R$ 668 milhões.

Tesouro

O Tesouro Nacional apresentou superávit primário de R$ 4,109 bilhões em junho, o que representa uma queda de 7,6% na comparação com maio, quando o superávit atingiu R$ 4,449 bilhões. No acumulado do ano até junho, o Tesouro teve saldo positivo de R$ 68,933 bilhões, uma redução de 9,2% ante o primeiro semestre de 2011, quando o resultado somou R$ 75,893 bilhões.

Já a Previdência Social teve déficit primário de R$ 2,757 bilhões no mês passado, volume 7,2% maior do que o verificado em maio (-R$ 2,573 bilhões). Na primeira metade de 2012, o rombo da Previdência já é de R$ 20,559 bilhões, uma alta de 5,3% em relação a igual período do ano passado, quando o déficit foi de R$ 19,526 bilhões.

Em relação ao Banco Central, o déficit primário ficou R$ 79,7 milhões em junho - queda de 9,8% ante o saldo negativo de R$ 88,4 milhões visto em maio. De janeiro a junho deste ano, o déficit do BC acumula saldo de R$ 289 milhões, com recuo de 22,6% na comparação com o primeiro semestre de 2011, quando o saldo foi negativo em R$ 373 milhões.

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