Devolução de cheques atinge 2% do total, diz Serasa

Dos cerca de 80,3 milhões de cheques compensados no País em abril, 1,6 milhão foi devolvido por falta de fundos

Circe Bonatelli, da Agência Estado,

23 de maio de 2011 | 12h47

Dos cerca de 80,3 milhões de cheques compensados no País em abril, 1,6 milhão (2% do total) foi devolvido por falta de fundos, segundo pesquisa divulgada hoje pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. O resultado representa uma queda em relação a março, quando 2,13% foram devolvidos, e um aumento ante abril do ano passado, quando a porcentagem de devolução foi de 1,86%. No período de janeiro a abril deste ano, foi devolvido 1,92% do total de cheques compensados no País - índice praticamente igual ao 1,91% registrado no mesmo período do ano passado.

A avaliação da Serasa Experian leva em conta a quantidade de cheques compensados - isto é, o total de cheques encaminhados para a câmara de compensação interbancária do Banco do Brasil (BB). Na compensação, o cheque pode ser pago ou devolvido. A pesquisa registra como "devolução" o cheque que voltou por duas vezes por falta de fundos. Isso, para a entidade, caracteriza a inadimplência.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a queda na porcentagem de cheques sem fundos em abril ante março decorre do fim do período do ano em que se concentram vários pagamentos, como parcelas de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), despesas escolares e parcelamentos de compras de Natal e férias. Este período é classificado pela instituição como "crítico" para o orçamento familiar. Já a perspectiva para maio é de que a inadimplência com cheques volte a subir, em decorrência do Dia das Mães.

A Serasa Experian acrescenta que, na comparação entre os primeiros quatro meses de 2010 e 2011, a manutenção do índice no mesmo patamar indica que a qualidade dos cheques como meio de pagamento "não está comprometida".

Os Estados com menores índices de cheques devolvidos nos primeiros quatro meses de 2011 foram São Paulo (1,46%), Rio de Janeiro (1,58%) e Paraná (1,62%), todos com índice abaixo da média nacional (1,92%). Os piores índices foram registrados em Roraima (11,15%), Maranhão (9,55%) e Acre (7,57%), bem acima da média do Brasil. No mesmo período, a menor porcentagem de cheques sem fundos foi registrada na região Sudeste (1,57%). Em seguida aparecem as regiões Sul (1,78%), Centro-Oeste (2,49%), Nordeste (3,33%) e Norte (4,11%).

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