Devon venderá ativos internacionais, incluindo áreas no Brasil

A petroleira norte-americana Devon Energy Corp informou que pretende vender seus ativos no Golfo do México e em outros lugares fora da América do Norte, como o Brasil, por até 7,5 bilhões de dólares para se concentrar em áreas de petróleo e gás nos Estados Unidos e no Canadá.

ANNA DRIVER, REUTERS

16 de novembro de 2009 | 18h18

A companhia disse que as atividades em águas profundas estavam consumindo uma parte grande demais de seu orçamento exploratório.

"Nós temos um portfólio bastante grande de projetos de alta qualidade", disse o presidente-executivo da Devon, Larry Nichols, em teleconferência com analistas nesta segunda-feira. "Se tentarmos desenvolver todos esses projetos no futuro não conseguiremos otimizar nenhum deles", acrescentou.

A empresa, que tem sede em Oklahoma, disse esperar um retorno de entre 4,5 e 7,5 bilhões de dólares na venda das áreas, que vai começar no início de 2010 e deve ser concluída até o final do ano que vem.

A Devon possui direitos de exploração em mais de 9 milhões de acres em países como Azerbaijão, Rússia, Brasil e China. No Golfo do México possui 1,5 milhão de acres.

No Brasil, a empresa desenvolve uma descoberta realizada em 2004 no bloco BM-C-8, na bacia de Campos, no projeto denominado Polvo, com reservas estimadas em 50 milhões de barris.

A produção em Polvo começou há um ano e meio e atualmente são extraídos 20 mil barris por dia do local.

A companhia norte-americana possui ainda direitos de exploração, com parceiros, em 10 blocos licitados pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) em três bacias distintas, incluindo a de Campos.

Uma fonte do setor de petróleo no Brasil confirmou que a empresa colocou todos os ativos à venda, incluindo Polvo.

(Reportagem adicional de Denise Lula)

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