Diante de turbulência, JBS diz que avançou na venda da Moy Park

Diante de turbulência, JBS diz que avançou na venda da Moy Park

Durante teleconferência sobre resultados, Wesley Batista comentou que os últimos três meses 'foram turbulentos e com vários desafios'

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2017 | 11h09

SÃO PAULO - Durante teleconferência sobre resultados, o presidente executivo da JBS, Wesley Batista afirmou que a empresa vem encarando os desafios de frente e sendo proativa. "Claramente nesses últimos meses o time tem se desdobrado para que possamos ter avanços", disse. Ele citou, por exemplo, o acordo de estabilização com os bancos comerciais visando o alongamento da dívida.

Segundo o executivo, a companhia que anunciou um plano desinvestimento - do qual já concluiu a venda da sua parte na Vigor, por exemplo - está em discussão avançada sobre alienação da Moy Park, na Europa, e da sua operação de confinamento na América do Norte, a Five Rivers Cattle. "Não há interesse em venda de qualquer outro ativo que não os que foram anunciados já", reforçou Batista.

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Sem entrar em detalhes, Batista, comentou que os últimos três meses "foram turbulentos e com vários desafios para companhia". Diferentemente das últimas teleconferências, Wesley não abriu o evento. Quem o fez foi o diretor de Relações com Investidores, Jerry O'Callaghan, que na sequência passou a palavra para o recém-empossado presidente do conselho de administração, Tarek Farah, que falou sobre os últimos movimentos da empresa em relação à melhoria da governança e compliance.

O presidente da JBS, Wesley Batista, afirmou estar "seguro e tranquilo" sobre algumas investigações ligadas à empresa e a seus executivos. Em relação ao processo que corre na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sobre as suspeitas de uso de informação privilegiada em operações da JBS às vésperas da delação de seu sócio e irmão Joesley Batista, Wesley disse que a companhia e seus executivos prestaram todos os esclarecimentos com documentos e fatos. 

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"Companhia e todos os executivos têm confiança de que nenhuma operação saiu fora do curso normal", afirmou, há pouco, durante teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre da empresa. "Não posso responder sobre o processo em si, porque é um processo que a CVM está conduzindo", completou. 

A JBS reportou ontem lucro líquido de R$ 309,8 milhões no segundo trimestre de 2017, resultado 79,8% inferior à igual período do ano passado, em que o resultado totalizou R$ 1,536 bilhão, impulsionado principalmente pela variação cambial da época. 

Segundo Batista, a variação cambial foi o principal revés nestes resultados. Ele afirmou que se não fosse por isso, o lucro teria alcançado R$ 1,6 bilhão no período. 

Abertura de capital.  Apesar de toda a recente turbulência envolvendo a JBS, a empresa mantém o projeto de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da JBS Foods International na Bolsa de Nova York (Nyse), nos Estados Unidos. A empresa anunciou essa abertura no fim de 2016 e a perspectiva inicial era de que projeto fosse concluído no primeiro semestre deste ano.

A operação foi uma alternativa à reestruturação societária que criaria a JBSFI, que seria listada na Nyse e na BM&FBovespa, e que foi vetada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Nada mudou a companhia vai trabalhar para estar pronta e fazer o IPO", disse o presidente da JBS, Wesley Batista.

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