Dilma assina primeira concessão de aeroporto no RN

São Gonçalo do Amarante recebeu lance de R$ 170 milhões e terá de ser construído em três anos

Rosana de Cassia, da Agência Estado,

28 de novembro de 2011 | 10h20

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff embarcou nesta segunda-feira, 28, para São Gonçalo do Amarante (RN) para a cerimônia de assinatura do primeiro contrato de concessão à iniciativa privada. O consórcio Inframérica, constituído pela empresa Argentina Corporación América e pelo Grupo Engevix, controlado pela Jackson Empreendimentos e composto por mais quatro empresas, venceu o leilão de concessão para construção parcial, manutenção e exploração do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, com o lance de R$ 170 milhões.

O grupo terá até três anos para construir os terminais e um prazo de mais 25 anos para exploração. O contrato de concessão poderá ser renovado por no máximo mais cinco anos, quando o aeroporto retornará ao poder público. O terminal substituirá o atual Aeroporto Internacional Augusto Severo de Natal (RN) e a expectativa é de que fique pronto para a Copa de 2014.

Dilma disse que o aeroporto faz parte da nova fase dos terminais aéreos do Brasil, já que é o primeiro a ter a assinatura de contrato de concessão à iniciativa privada. E afirmou que o empreendimento é estratégico não apenas para o Rio Grande do Norte, como também para o País. "É uma oportunidade especial de desenvolvimento. Nós sabemos que muitas empresas precisam da logística aeroportuária para poder produzir e, ao mesmo tempo, distribuir seus produtos com a rapidez necessária", disse. "Além de turistas, queremos trazer para cá empresas."

A presidente destacou a localização do aeroporto, em Natal, um dos pontos mais próximos da Europa e disse que com isso está se criando uma fronteira logística. Ela defendeu o uso da mão-de-obra local para a instalação do aeroporto e destacou que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), contribuirá para a geração de emprego tanto no aeroporto quanto nas empresas que deverão se instalar na região. 

Crédito

A presidente disse também que o Brasil tem condições de garantir financiamento para as empresas em caso de esgotamento de crédito no mercado externo. Ela lembrou que o País atualmente possui US$ 350 bilhões em reservas cambiais e R$ 440 bilhões em depósitos compulsórios dos bancos. "Se faltar lá fora, temos dinheiro suficiente para garantir crédito às empresas, sem mexer um centavo no orçamento", afirmou.

De acordo com ela, o País amadureceu economicamente a ponto de não cometer "loucuras" para se endividar. "Sabemos crescer e manter a estabilidade, e não sair por aí se endividando feito loucos como antes", disse, ao ressaltar que o Brasil passa por um momento diferente do enfrentado por Estados Unidos e Europa, que sofre com problemas econômicos e de desemprego. Afirmou ainda que o País tem a inflação na trajetória para o centro da meta de 4,5% e políticas fiscais "sérias". "Nós estamos em outro momento. Esse País tem condições de crescer diante da crise, com o povo brasileiro consumindo e as empresas produzindo."

A presidente classificou a ascensão de 40 milhões de brasileiros para a classe média como "blindagem" contra a crise internacional. "Crescemos uma Argentina nos últimos nove anos", afirmou. "O Brasil colocou para dentro do mercado consumidor o equivalente a uma Argentina."

Dilma retornará a Brasília à tarde e por enquanto está sem compromisso agendado.

Crise

A presidente ainda falou sobre a crise internacional e disse que o momento é uma oportunidade para o Brasil crescer. "Se a gente souber se comportar de acordo com os melhores interesses do país, nós vamos chegar lá", afirmou a presidente.

Segundo ela, os países estão com problema de mercado e as empresas estrangeiras sabem que o Brasil está aberto para os investimentos. "Nós daremos suporte a isso", ressaltou.

Em relação ao aeroporto, Dilma destacou a localização, em Natal, um dos pontos mais próximos da Europa e disse que com isso está se criando uma fronteira logística. Ela defendeu o uso da mão-de-obra local para a instalação do aeroporto e destacou que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), contribuirá para a geração de emprego tanto no aeroporto quanto nas empresas que deverão se instalar na região.

 

(Texto atualizado às 17h48)

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