Dilma chama de ‘equivocados’ economistas que defendem desemprego

Em discurso em Porto Alegre, presidente defendeu investimentos em educação e criação de oportunidades de trabalho

Carla Araújo e Ricardo Carvalho, da Agência Estado, e Elder Oligari, especial para O Estado de S.Paulo,

12 de abril de 2013 | 12h48

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff destacou nesta sexta-feira que o Brasil tem uma das menores taxas de desemprego do mundo. Ela chamou de 'equivocados' os economistas que defendem o aumento do desemprego como remédio para a alta da inflação. "Isso é perigoso", disse ela. "São poucos, mas eles fazem barulho", disse a presidente durante cerimônia de formatura de  alunos de cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Porto Alegre (RS).

Dilma acrescentou que "há gente por ai dizendo que temos de reduzir empregos. Muita gente não é, mas faz barulho", ressalvou.

A presidente destacou que o País precisa unir esforços em favor da educação e da criação de oportunidades de trabalho. "Temos que casar as duas coisas", disse, ao destacar que o investimento em ensino técnico e profissionalizante é o "grande começo".

"É através da formação  profissional que esse País vai se tornar um país desenvolvido", afirmou. Segundo Dilma, quanto maior for o nível de educação, melhor a produtividade e, por consequência, mais eficiente será a qualidade do trabalho. Com uma plateia composta por formandos do Pronatec, Dilma disse ainda que o papel do governo é garantir  oportunidades iguais por meio da educação de qualidade.

Renda per capita.  A presidente Dilma disse também que o Brasil tem capacidade de pensar o que quer ser em dez anos. "Em 2022 comemoramos 200 anos de nossa independência e nosso objetivo é  dobrar a renda per capita até lá", afirmou. A presidente não explicou especificamente como será isto, mas deu a entender  que a eliminação da pobreza, a educação, as obras de infraestrutura e o desenvolvimento retomado desde o primeiro governo Lula,  ampliados e aperfeiçoados, levarão o País a este novo patamar", disse.

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