Dilma defende de maneira indireta vetos a projeto dos royalties

Presidente afirmou que o desafio de obter educação de qualidade é a razão pela qual seu governo gostaria de destinar ao setor 100% dos royalties

Cláudia Trevisan, enviada especial de O Estado de S. Paulo,

14 de dezembro de 2012 | 10h27

MOSCOU - Em visita à Rússia para um seminário empresarial, a presidente Dilma Rousseff fez uma defesa indireta de seus vetos ao projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo. Dilma afirmou que o desafio de obter educação de qualidade é a razão pela qual seu governo gostaria de destinar ao setor 100% dos royalties dos contratos futuros de exploração de petróleo e gás. A presidente propunha manter intactos os contratos já firmados e destinar 100% dos recursos dos futuros para a educação.

A fala ocorre um dia depois da presidente ter afirmado que não pode fazer mais nenhum gesto para convencer o Congresso a manter os vetos ao projeto que altera as regras de divisão dos royalties do petróleo. "Não há gesto mais forte que o veto. Não tem mais o que fazer. Que todos votem de acordo com a sua consciência", declarou na quinta-feira, 13, em Moscou.

Burocracia

A redução da burocracia é um dos principais desafios diante do Brasil, que exigirá um esforço permanente e sistemático do país, disse a presidente.

"Nunca chegará um dia em que digamos 'acabamos em definitivo com a burocracia'. Combater a burocracia é uma prática que tem que ser permanente, porque ela tem essa imensa capacidade de sempre ressurgir", declarou.

Para que não houvesse dúvidas, ressaltou: "Estou falando da experiência brasileira". Segundo a presidente, o combate à burocracia integra o conjunto de medidas adotadas por seu governo para melhorar a competitividade brasileira.

A presidente fez uma avaliação positiva da economia brasileira e ressaltou a redução na taxa de juros, a desvalorização do real e a diminuição no custo de energia elétrica.

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