Dilma defende sigilo de orçamentos para obras da Copa de 2014

Segundo presidente, sigilo vale para empresas que participarão de licitações, mas orçamento estará aberto para todos os órgãos de controle, como o TCU e a CGU

Anne Warth e Gustavo Porto, da Agência Estado,

17 de junho de 2011 | 15h00

A presidente da República, Dilma Rousseff, defendeu nesta sexta-feira, 17, o sigilo do orçamento que consta na medida provisória aprovada pela Câmara dos Deputados na noite da última quarta-feira (dia 15) e que prevê a manutenção em segredo de orçamentos feitos por órgãos federais estaduais e municipais para o regime de contratação especial das obras da Copa do Mundo 2014.

Segundo a presidente, o sigilo vale para as empresas que participarão de licitações, mas o orçamento estará aberto para todos os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo ela, a medida ajuda a reduzir preços e evitar a formação de cartel. "A técnica que se usa é não mostrar o orçamento, mas quem fiscaliza sabe direitinho qual o valor", explicou Dilma, em Ribeirão Preto (SP), após o lançamento do Plano de Safra 2011/2012.

Segundo a presidente, o regime especial foi "discutido amplamente" entre governo e os órgãos reguladores e "faz parte das melhores práticas da OCDE e da União Europeia". Ainda segundo ela, após o processo licitatório ser finalizado, "você explicita o orçamento" para a população. "Eu lamento a má interpretação que se deu a isso, não tenho interesse em ocultar, pelo contrário, porque não se oculta da sociedade", concluiu.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que também participou do lançamento do Plano de Safra 2011/2012, disse sobre o tema: "Acho que a presidente explicou que não é objetivo esconder os números. A presidenta, como todos nós, tem compromisso com a transparência."

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