Dilma e Putin assinam acordos de cooperação

Acordos são nas áreas de educação, ciência, tecnologia, inovação e defesa; um dos atos assinados prevê a troca de informações sobre a organização das Olimpíadas e da Copa no Brasil

Guilherme Waltenberg e Daiene Cardoso, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2012 | 11h23

SÃO PAULO - A presidente da República, Dilma Rousseff, assinou nesta sexta-feira, 14, acordos com o presidente russo, Vladimir Putin, que preveem cooperação nas áreas de ciência, tecnologia, inovação, defesa e educação. De acordo com Putin, um dos programas que farão parte dessa cooperação será o "Ciência Sem Fronteira", do governo brasileiro. "Muitos elementos desse programa serão realizados na cooperação. Em nossa cooperação, muitos estudantes brasileiros poderão escolher a Rússia para continuar a sua educação", declarou Putin, após a cerimônia de assinatura dos atos, que contou com a presença de ministros brasileiros e russos.

Putin afirmou ainda que Brasil e Rússia são parceiros estratégicos no âmbito do Brics - grupo formado pelos principais países emergentes, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. "Discutimos assuntos internacionais. Rússia e Brasil são parceiros estratégicos no grupo Brics. Convergimos em muitos aspectos como o respeito ao papel da ONU e normas e princípios do direito internacional", declarou o presidente russo.

Um dos atos assinados pelos dois países prevê a troca de informações sobre a organização das Olimpíadas de 2016 e da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, já que a Rússia irá receber a Copa do Mundo em 2018.

Ao lado do presidente russo Vladimir Putin, a presidente Dilma Rousseff disse hoje que Rússia e Brasil desenvolvem uma parceria estratégica e que ambos conversaram sobre uma agenda de cooperação, incluindo a questão da venda de carne aos russos. "Temos empenho em desenvolver vínculos econômicos com a Rússia", disse Dilma.

Dilma também destacou que Brasil e Rússia são "atores de grande porte em energia". "Parcerias em energia serão incentivadas com participação da Petrobras", afirmou. 

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