Dilma elogia articulação entre agricultura e indústria

Durante lançamento do Plano Agrícola, presidente disse que País tem condições de disputar posição excepcional no fornecimento de alimentos no mercado internacional

Anne Warth e Gustavo Porto, da Agência Estado,

17 de junho de 2011 | 13h53

A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira, 17, que uma das características da agricultura brasileira é a convivência harmônica entre pequenos, médios e grandes produtores. Ela ressaltou também que a agricultura e a indústria convivem de forma amigável, o que torna o ambiente estável, diferentemente de outros países da América Latina.

"Além de potência produtora de alimentos, somos também um país que soube construir uma articulação entre agricultura e indústria", afirmou a presidente, durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, em Ribeirão Preto (SP).

"Eu queria dizer uma outra característica que torna nossa agricultura especial. Nela convivem pequenos, médios e grandes produtores de forma harmônica, não de forma a criar conflitos. Aqueles que criam conflitos e não respeitam a legalidade, que tentam instituir situações que nós repelimos, que não sejam legais, dentro da lei e das normas do País, são minoria", comentou Dilma.

A presidente disse que o Brasil é um dos poucos países do mundo com condições de disputar, no longo prazo, uma posição excepcional no fornecimento de alimentos no mercado internacional. Ela ressaltou que o crescimento dos países emergentes vai aumentar ainda mais a demanda por alimentos e proteína e que a produção brasileira ainda terá de ter condições de abastecer o mercado interno, que também está crescendo.

Dilma elogiou o Plano Agrícola e Pecuário por seus valores expressivos, que somam R$ 107,2 bilhões. Ela parabenizou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que foi um "gigante", pois deu ênfase a novos pontos e refez diretrizes do programa.

A presidente disse ainda que a pecuária precisa obter os mesmos ganhos de eficiência e produtividade que a agricultura registrou nos últimos anos. "Precisamos continuar sendo um dos países em que a tecnologia seja um fator estratégico fundamental. Sabemos também que a nossa agricultura conquistou ganhos extraordinários de produtividade e temos de fazer com que a nossa pecuária também conquiste esse grau de produtividade e eficiência", afirmou. "Precisamos, portanto, que haja cada vez mais produção com menor uso de terra. Esse País tem uma imensa capacidade de aumentar sua produção e se tornar o primeiro país do mundo na questão da produção de alimentos. Esse é um fator que não é um problema ocasional ou conjuntural, mas uma questão de Estado e Nação", disse.

Dilma fez questão de defender os produtores de etanol das acusações de que a produção avança sobre áreas da Amazônia. "Somos conhecidos pela nossa capacidade de ter construído uma agricultura que, de todas, é a que tem produzido menos redução de florestas no mundo", afirmou. "Aqueles que nos apontam o dedo dizendo que aqui os produtores de cana estão desmatando a Amazônia são aqueles que tentam de alguma forma obter vantagens por meio da concorrência desleal."

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