Dilma instala Fórum de Infraestrutura; PAC terá R$ 955 bi

Segundo Miriam Belchior, governo já deu início aos processos de seleção de projetos como saneamento básico, habitação, creches e escolas para o PAC 2

Karla Mendes e Tânia Monteiro, Agência Estado

20 de janeiro de 2011 | 14h26

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciou hoje a instalação oficial do Fórum de Infraestrutura, que é um dos quatro que foram criados pelo governo para coordenar as ações dos ministérios. Segundo Miriam, a primeira reunião do Fórum teve duas etapas. Na primeira, a coordenação ficou a cargo da presidente Dilma Rousseff, que estabeleceu as linhas gerais do trabalho a ser desempenhado pelo fórum.

A presidente, segundo Miriam, ressaltou o alto índice de 82% de êxito das obras do primeiro Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1), dando orientação aos ministros, secretários e presidentes de estatais presentes para incorporarem o legado do PAC 1, com a missão de aprimorá-los para o PAC 2. A presidente enfatizou ainda a importância da estrutura do PAC como modelo dos quatro fóruns e reafirmou as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 5% a 5,9% nos quatro anos de seu governo.

A segunda etapa da reunião foi conduzida por Miriam. "O principal desafio é o aperfeiçoamento exitoso do sistema de monitoramento do PAC para unir ministérios, municípios e governos estaduais, além da iniciativa privada para agilizar a execução das obras", ressaltou. Segundo a ministra, isso é necessário porque "todo mundo está reaprendendo a fazer obras de infraestrutura".

Para o PAC 2, estão previstos R$ 955 bilhões até 2014. Segundo Miriam, o governo já deu início aos processos de seleção de projetos como saneamento básico, habitação, creches e escolas. Até fevereiro, porém, só serão liberados recursos para obras do PAC 1 em andamento.

A ministra anunciou uma mudança no cronograma dos relatórios do PAC, que passarão de quadrimestrais para semestrais. Questionada sobre os cortes no Orçamento, Miriam reafirmou a posição do governo de que "a última coisa que será cortada será o PAC". A partir desse encontro inicial, serão realizadas reuniões bilaterais com cada ministério, para a análise caso a caso.

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