Dilma manifesta preocupação com a crise

Segundo a presidente, é preciso evitar que alguns países transfiram para outros as consequências do cenário turbulento internacional

Lisandra Paraguassu, da Agência Estado,

25 de outubro de 2011 | 14h54

Em declaração à imprensa nesta terça-feira, 25, depois da assinatura de atos com o governo da Ucrânia, a presidente Dilma Rousseff voltou a tocar na questão da crise financeira internacional. Ela disse que na conversa com o presidente ucraniano, Viktor Yanukovitch, relatou a sua preocupação com a crise e disse que a falta de uma ação rápida só levará ao agravamento da situação. "Há necessidade de um esforço para reequilibrar toda a economia global e evitar que alguns países transfiram para outros as consequências dessa crise", disse Dilma, que neste momento oferece almoço ao presidente da Ucrânia, no Palácio do Itamaraty.

Três acordos importantes foram fechados com o governo ucraniano. O compromisso de liberação de recursos, por parte da Ucrânia, para o acordo de construção do foguete de lançamento de satélites na base de Alcantara (MA); parceria para a produção de insulina pela Fundação Osvaldo Cruz e fornecimento de matéria prima (ureia e amônia) para a fabricação de fertilizantes no Brasil.

Um acordo assinado ainda no governo Lula previa uma parceria entre Brasil e Ucrânia para a fabricação de foguete de lançamento de satélites na base de Alcântara. O Brasil já liberou 42% do total de US$ 218 milhões de dólares previstos. A Ucrânia só liberou 19%. A promessa é de que agora o governo ucraniano coloque o dinheiro que falta para acelerar esse projeto que deverá entrar em testes em 2013.

 

(Texto atualizado às 15h49)

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