Dilma reforça pacto fiscal e diz que Brasil sofre efeitos da crise externa

No Twitter, presidente publicou em defesa da estabilidade econômica brasileira e ressaltou que a inflação está abaixo de 6,5% pelo décimo ano consecutivo

José Roberto Castro, da Agência Estado, Mariana Congo, do Economia & Negócios

18 de novembro de 2013 | 10h40

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff reforçou, na manhã desta segunda-feira, 18, seu compromisso com o pacto da estabilidade fiscal, um dos cinco lançados após as manifestações em junho.

Segundo Dilma, em postagem no Twitter, "é impossível executar grandes projetos de saúde, de mobilidade urbana e de educação sem cuidar atentamente da robustez fiscal do País". A presidente também afirmou que o Brasil sente os efeitos da crise internacional, mas ressaltou o fato de o País ter inflação abaixo de 6,5% ao ano pelo décimo ano consecutivo.

Ela disse ainda que o Brasil será uma das poucas entre as grandes economias globais a apresentar superávit primário em 2013. "Segundo projeções, apenas 6 economias do G-20 (Arábia, Itália, Brasil, Turquia, Alemanha e Coreia do Sul) terão superávit primário em 2013", escreveu a presidente, lembrando ainda das reservas internacionais do País, de US$ 376 bilhões.

Dilma afirmou que o mais importante é que o Brasil construiu estabilidade com inflação controlada, superávit fiscal e altas reservas, aumentando a renda e o emprego da população. "O Brasil tem uma economia sólida e, por isso, tem recebido investimentos externos vultuosos (sic), como comprova o leilão de Libra", afirmou a presidente antes de finalizar dizendo: "Quem aposta contra o Brasil sempre perde. #5Pactos #estabilidadefiscal".

Entenda. Dilma reforça seu compromisso com a estabilidade fiscal no momento em que o mercado volta sua atenção para a situação fiscal do País. Na semana passada, o economista e ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, afirmou em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que elevar o superávit primário para 2% do PIB em 2014 - e cumprir a meta, sem truques - seria uma condição básica para evitar o rebaixamento da nota de risco do Brasil pelas agências internacionais. O superávit primário é a economia feita pelo governo para pagamento dos juros da dívida.

No início deste mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu, pela primeira vez, que a meta cheia de superávit primário do setor público não será cumprida este ano e que o governo vai abater do resultado parte dos investimentos realizados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida. O tamanho do desconto ainda não está definido. "De fato, está ficando mais difícil fazer a meta cheia de superávit primário em 2012", disse em entrevista ao Estado.

Mantega também cobrou que Estados e municípios se esforcem para cumprir a meta fiscal. Segundo ele, o governo continua perseguindo a meta de superávit primário de R$ 73 bilhões, algo em torno de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, o governo Dilma havia estabelecido a meta de superávit primário equivalente a 3,1% do PIB, porcentual que caiu para 2,3%.

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