Dinâmica do déficit em transações correntes mudou, diz Altamir

 Ele lembrou que o País passou a ser credor em moeda estrangeira, o que diminuiu sua dívida externa

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

22 de abril de 2010 | 12h15

O chefe do Departamento Econômico do (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, procurar demonstrar, durante entrevista coletiva sobre as contas externas de março, que a dinâmica do déficit em transações correntes do País - que apresentou forte crescimento no primeiro trimestre - é diferente do que acontecia no passado na economia brasileira. Segundo ele, a dinâmica do comportamento mudou quando o País passou a ser credor em moeda estrangeira, o que diminuiu sua dívida externa.

 

Com isso, segundo o chefe do Depec, os gastos com o pagamento de juros ao Exterior diminuíram. Hoje, na avaliação do dirigente do BC, o resultado negativo está associado a novos investimentos na economia do País. "Depende da forma de financaimento e da dinâmica do déficit", afirmou ele, ao ser questionado sobre o risco de o déficit se tornar um problema para a economia brasileira, como ocorreu no passado.

 

Para o chefe do Depec, o déficit em transações correntes acumulado em 12 meses - de 1,79% - "não é expressivo" em comparação com resultados do passado.

 

Altamir Lopes destacou que, em 1982, o déficit em transações correntes fechou em 6%, quando o País passava por dificuldades financeiras. Em 1999, ano da mudança da política cambial, o déficit foi 4,32%; em 2000, de 3,76%; e em 2001, de 4, 19%.

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