Diretor da Petrobrás nega pedido de alta para gasolina

Executivo também negou que a empresa tenha solicitado a redução de um imposto sobre as vendas de combustível

Clarissa Mangueira e Sergio Torres, da Agência Estado,

25 de outubro de 2011 | 10h35

O diretor comercial da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, negou nesta terça-feira, 25, que a companhia esteja pedindo que o governo brasileiro autorize um aumento dos preços domésticos da gasolina. "Não existe nenhum estudo em andamento na Petrobrás para elevar os preços da gasolina", afirmou o executivo, durante conferência no Rio de Janeiro.

Ele também negou relatos da imprensa de que a companhia pediu ao governo para reduzir um imposto sobre as vendas de combustível para compensar aumento de preço, o que evitaria qualquer impacto sobre os consumidores na bomba. "Nós não estamos solicitando nada", afirmou Costa.

Analistas e investidores criticaram a estratégia da companhia de não repassar a alta dos preços internacionais do petróleo aos consumidores. A política reduz os lucros e margens de refino, dizem analistas. A Petrobrás importará uma média de 32 mil barris por dia de gasolina em 2011 para atender à demanda. O volume é mais do que o triplo dos 9 mil barris importados por dia em 2010.

Óleo e gás

Paulo Roberto Costa anunciou que a produção de óleo e gás da companhia deve atingir este ano 2,7 milhões de barris por dia. Segundo Costa, a Petrobrás espera produzir em 2015 cerca de 3,9 milhões de barris diários. Em 2020, serão 6,4 milhões de barris por dia, o que, de acordo com Costa, tornará o Brasil um dos três maiores produtores mundiais, junto com a Rússia e a Arábia Saudita.

Ontem, a Petrobrás anunciou que sua produção de petróleo e gás no Brasil e no exterior foi de 2,59 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em setembro. O resultado representa um aumento de 2,43% sobre o volume registrado no mesmo mês de 2010, e foi 1,41% maior que o volume extraído em agosto passado. Com informações da Dow Jones.

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