Discussão de planos econômicos 40 anos depois é ‘louca’, diz Itaú

'No fim do dia estamos sendo solicitados a pagar uma conta que não faz sentido', afirmou o presidente do banco 

Aline Bronzati e Dayanne Souza, da Agência Estado,

22 de maio de 2014 | 10h15

SÃO PAULO - A retomada da discussão sobre planos econômicos 40 anos depois é uma "coisa louca", na visão do presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal. "Basicamente o que fizemos é o que a lei exige que façamos. Não tivemos nenhuma vantagem. No fim do dia estamos sendo solicitados a pagar uma conta que não faz sentido", afirmou ele, em evento da Bloomberg, na manhã desta quinta-feira, 22.

Sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que o cálculo de juros de mora deve ter início na citação da ação civil pública e não na citação da execução, Setubal disse que a determinação amplia o cálculo de perdas potenciais para os bancos com os planos econômicos.

Entretanto, lembrou da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reduz a elegibilidade de pessoas que têm direito a receber o benefício. Trata-se de uma determinação anunciada na semana passada, na qual o Supremo determinou que somente poupadores associados a classe que entrou com a ação terão direito a receber a correção dos planos, caso a decisão do STF também seja favorável aos poupadores.

"A decisão de ontem não foi na Suprema Corte, foi na anterior, mas é uma decisão final", avaliou Setubal.

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