Distribuidoras comemoram preço baixo do leilão do Madeira

A Associação Brasileira dasDistribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) comemorou odeságio de 35 por cento conseguido pelo governo no leilão daprimeira usina do rio Madeira, um indicativo de que a energiapoderá cair de preço no longo prazo. "Um novo horizonte passa a acontecer, que é o preço da novausina, é uma ótima notícia", disse à Reuters o presidente daAbradee, Luiz Carlos Guimarães. Guimarães lembrou que o setor já havia apoiado a redução dopreço máximo do leilão para 122 reais o megawatt-hora, contraos 131 reais o megawatt-hora estipulados inicialmente e queagora vê uma tendência de inversão da alta de preços que seanunciava. "Você vê que houve descontinuidade agora (na elevação depreços), parece que as notícias que não eram boas pelo menospara essas duas usinas que vêm por aí sinalizam uma situaçãobem mais interessante, para nós e para a sociedade", afirmou,referindo-se também à segunda usina do rio Madeira, Jirau, queserá leiloada no ano que vem. O executivo disse que com a entrada de projetos com tarifasmenores, mesmo que haja aumento de energia com a entrada defontes mais caras, como nuclear e biomassa, o preço final serádiluído para o consumidor. "Aquela (energia) que você já contratou vai ter que serdiluída em cima da carteira que você tem, da energia compradapara o futuro, e se a tendência prosseguir, e essa é aexpectativa, sinaliza um futuro melhor", concluiu.(Reportagem de Denise Luna)

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