Distribuidores de aço do Brasil estão pessimistas com 2º semestre

As vendas de produtos de aço plano no Brasil continuarão lentas este ano, segundo as distribuidoras, que veem com pessimismo os preços e margens de lucro para o setor, disse um executivo da indústria nesta terça-feira.

REUTERS

19 de agosto de 2014 | 14h07

As usinas estão enfrentando menores encomendas e as distribuidoras temem que a fraca demanda possa levar a mais estoques indesejados a não ser que a atividade industrial melhore, disse Carlos Loureiro, presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, o Inda.

O desempenho "decepcionante" de segmentos como montadoras de automóveis e indústria de máquinas, está prejudicando as vendas e as margens dos distribuidores, fazendo as perspectivas para preços serem "muito incertas neste momento", disse Loureiro em entrevista coletiva.

Segundo Loureiro, os números confirmam a profundidade da crise na indústria siderúrgica nacional, que sofre com inflação e uma economia estagnada. O estoques permanecem muito altos, disse Loureiro, acrescentando que o estoque "ideal" agora seria de cerca de 2,5 meses de vendas.

Ele não vê espaço para possíveis reduções de preços, apesar da falta de demanda. "Seria inútil; você pode reduzir os preços para uma série de produtos, mas não vejo a demanda reagindo".

"Não vejo elasticidade para a demanda reagir a cortes de preços. Está tudo parado", acrescentou.

(Reportagem de Guillermo Parra-Bernal)

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