Paulo Vitor/Estadão
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Dívida da Oi diminui, mas recuperação judicial segue sendo a maior do País

Companhia conseguiu reduzir débito em cerca de R$ 400 milhões com o plano, porém ainda deve R$ 65 bilhões a credores

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2016 | 17h24

RIO - A dívida total da operadora de telefonia Oi declarada no plano de recuperação judicial foi atualizada nesta quarta-feira, 3, com uma redução de cerca de R$ 400 milhões. A nova relação soma débitos de cerca de R$ 65 bilhões, enquanto o documento anterior, apresentado em junho, relacionava R$ 65,4 bilhões. Apesar da redução, o plano de recuperação judicial da tele continua sendo o maior na história do País.

A diminuição ocorreu entre os credores sem garantia real (quirografários), aqueles que têm o maior valor a receber da companhia. Na primeira lista totalizava R$ 61,2 bilhões, enquanto agora foram informados R$ 60,4 bilhões.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) faz parte dessa categoria. No caso da agência reguladora, o valor subiu de R$ 10,07 bilhões para R$ 11,09 bilhões - tratam-se de dívidas referentes a multas aplicadas pela Anatel.

A relação entregue à 7ª Vara Empresarial do Rio, responsável pelo processo da Oi, mostra um aumento do valor de créditos trabalhistas, que passou de R$ 668 milhões para R$ 1,1 bilhão.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua sendo o único da lista que possui garantia real. O banco de fomento possui crédito de R$ 3,33 bilhões, pequena redução ante os R$ 3,34 bilhões anteriores.

Já a classe que reúne microempresas e empresas de pequeno porte teve atualização da dívida de R$ 158,2 milhões para R$ 183,6 milhões.

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