Dívida Interna sobe 0,64% em setembro, a R$ 1,534 trilhões

Impacto da correção dos juros sobre o estoque da dívida no mês de setembro foi de R$ 10,687 bilhões

Adriana Fernandes e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

21 de outubro de 2010 | 14h56

A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna subiu R$ 1,534 trilhão, em setembro, apresentando um crescimento de R$ 9,799 bilhões, uma alta de 0,64% em relação a agosto. Segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional o impacto da correção dos juros sobre o estoque da dívida no mês de setembro foi de R$ 10,687 bilhões.

A Dívida Pública Federal Total atingiu, em setembro, R$ 1,626 trilhão, com crescimento de 0,50% em relação ao estoque em agosto. A dívida pública federal externa caiu 1,86% no mês, atingindo R$ 91,76 bilhões.

Os dados do Tesouro mostram que no mês de setembro as emissões de títulos da dívida interna somaram R$ 103,71 bilhões. Desse total, R$ 73,11 bilhões foram de papéis indexados à taxa Selic, R$ 23,53 bilhões com prefixados e R$ 6,95 bilhões remunerados por índices de preço. Os resgates de títulos feitos pelo Tesouro alcançaram R$ 104,60 bilhões. Com esse resultado houve um resgate líquido de R$ 802,54 milhões.

O volume de títulos da dívida pública mobiliária federal interna a vencer nos próximos 12 meses caiu de 27,15% em agosto para 25,72% em setembro. De acordo com dados divulgados há pouco pela Secretaria do Tesouro Nacional, 64,44% deste montante correspondem a títulos prefixados, enquanto os títulos atrelados à Selic têm participação de 17,44% do total de títulos a vencer em 12 meses.

Além disso, o prazo médio da DPMFi diminuiu de 3,44 anos em agosto para 3,42 anos em setembro. De acordo com a nota do Tesouro, o custo médio acumulado em 12 meses da DPMFi aumentou de 11% ao ano em agosto para 11,18% ao ano em setembro.

Fatia prefixado

A parcela de títulos prefixados da dívida pública mobiliária federal interna voltou a subir e passou de 36,05% em agosto para 37,53% em setembro. Já os títulos atrelados à taxa Selic tiveram participação reduzida no mês, passando de 34,34% em agosto para 32,76% em setembro. Além disso, a participação dos títulos indexados a índices de preços aumentou de 27,98% para 28,12% em igual período de comparação.

A proporção de títulos atrelados ao câmbio apresentou ligeira redução de 0,65% em agosto para 0,62% em setembro, enquanto os papeis remunerados pela TR reduziram-se de 0,98% para 0,97%. 

Tudo o que sabemos sobre:
dívidaTesouro Nacional

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.