Dívida interna sobe 2,58% em abril, diz Tesouro

Valor total atingiu R$ 1,653 trilhão; juros e emissão de R$ 25,95 bilhões em títulos provocaram o aumento

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado ,

23 de maio de 2011 | 15h05

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve um aumento de R$ 41,565 bilhões no mês de abril, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 23, pelo Tesouro Nacional. Em um único mês, o aumento foi de 2,58% do total, levando o estoque a fechar o mês em R$ 1,653 trilhão. Em março, o estoque estava em R$ 1,611 trilhão. O aumento do estoque da dívida se deve à emissão líquida (emissões menos resgate) de R$ 25,95 bilhões em títulos e ao impacto da correção dos juros de R$ 15,618 bilhões no estoque do endividamento público.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, o mês de abril foi marcado pelo aumento da demanda dos investidores pelos títulos públicos. De acordo com ele, as condições foram muito favoráveis à emissão de novos títulos ao longo do mês. Essa foi uma das razões para abril ter atingido o volume recorde de emissões de títulos em ofertas públicas  - foram emitidos R$ 47,84 bilhões, a maior emissão desde 2006. A outra razão foi o fato de ter havido cinco leilões de títulos prefixados.

Os dados do Tesouro apontam ainda que a participação de títulos atrelados à taxa Selic (taxa básica de juros da economia) caiu de 34,02% para 33,71% em abril. Por outro lado, a parcela de papeis prefixados, considerados melhores para a administração da dívida pública, teve um ligeiro aumento, passando de 35,62% para 35,82%.

A parcela atrelada a índices de preços, também favoráveis para a melhora do perfil da dívida, teve um ligeiro aumento, passando de 29,80% para 29,95%. A parcela atrelada à taxa de câmbio caiu de 0,56% para 0,52% no mesmo período. Os dados da dívida também mostram que o prazo médio caiu de 3,51 anos para 3,48 anos e a parcela vencendo em 12 meses, a chamada dívida de curto prazo, diminuiu de 24,64% em março para 23,79% em abril.

Com o aumento da Selic e da inflação, o custo médio da DPMFi voltou a subir em abril. Dados do Tesouro mostram que o custo médio acumulado em 12 meses até abril saltou de 12,15% para 12,24%. Os principais fatores que levaram a esse aumento foram a Selic mais alta, que em abril deste ano estava em 0,84% no mês ante 0,67% em abril de 2010; e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais salgado (0,77% em abril deste ano ante 0,57% no mesmo mês do ano passado).

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