D?lar fecha m?s abaixo de R$ 1,90, em queda de 2,49%

O comportamento da moeda norte-americana no pr?ximo m?s vai continuar atrelado ao humor dos investidores estrangeiros

SILVIO CASCIONE, REUTERS

31 de julho de 2007 | 16h37

A tens?o nos mercados estrangeiros voltou a pesar sobre o d?lar nesta sess?o, mas a queda acumulada nas primeiras semanas do m?s em meio ao fluxo cambial positivo garantiram que a moeda norte-americana encerrasse julho com baixa de 2,49%. A moeda norte-americana fechou o m?s cotada a R$ 1,8820, ap?s alta de 0,37% nesta sess?o. ? ?Os efeitos da crise do setor imobili?rio dos EUA O d?lar passou a maior parte do dia em queda, refletindo a valoriza??o das a??es ap?s dados melhores do que o esperado sobre a infla??o e a confian?a dos consumidores nos EUA. Mas a preocupa??o com o mercado de cr?dito norte-americano, que derrubou os mercados na semana passada, voltou a incomodar os investidores e fez Wall Street inverter o rumo.Segundo analistas, o comportamento da moeda norte-americana no pr?ximo m?s vai continuar atrelado ao humor dos investidores estrangeiros. ? consenso, no entanto, que o d?lar dever? cair caso n?o haja not?cias negativas vindas do exterior."Vai continuar dependendo muito dos movimentos externos, desse estresse recente. (Mas) a tend?ncia do c?mbio ainda ? de queda, e pode buscar um patamar pouco abaixo de 1,85 (real)", disse Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.Isso ocorre, segundo o gerente de c?mbio do Banco Prosper, Jorge Knauer, por conta da manuten??o dos fundamentos econ?micos do pa?s."A gente (ainda) tem taxa de juro muito alta, expectativa de balan?a (comercial) muito positiva, janela aberta para emiss?es. Isso tudo direciona o d?lar para baixo", afirmou.Sem a turbul?ncia externa, que se intensificou na semana passada, a taxa de c?mbio chegou a cair por seis sess?es consecutivas em julho - maior sequ?ncia negativa do ano - e marcou diversas vezes a m?nima desde o final de 2000. Incertezas A d?vida entre os analistas fica por conta da extens?o dos problemas no exterior. Campos Neto acredita que os mercados manter?o as oscila??es no curto prazo. "Acho que ainda tem mais algum per?odo de volatilidade (oscila??o), os motivos est?o longe de ser solucionados - incerteza sobre o setor imobili?rio, incerteza sobre o impacto na economia real", disse.O gerente da mesa de BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) da Corretora Alpes prefere esperar at? o final da semana para ver se h? uma "melhora real", mas acredita que o pior pode j? ter passado."Muita gente, no come?o dessa pequena crise de reprecifica??o, n?o sabia dimensionar at? onde podia afetar o (problema do) cr?dito nos bancos. Mas algumas pessoas (j?) refizeram suas contas", disse o gerente, que preferiu n?o ser identificado.Al?m disso, para o gerente, mesmo que a cota??o do d?lar reaja aos problemas no setor de cr?dito norte-americano, a din?mica do mercado interno pode impedir que a taxa de c?mbio se mantenha em patamares mais altos do que o visto atualmente."Acho que o d?lar pr?ximo a 1,90 (real) ? um ponto onde entra muita venda de exportadores, onde come?am a antecipar o movimento financeiro que eles t?m. Eu acredito que o mercado deva oscilar entre 1,85 (real) e 1,90 (real)", disse.O Banco Central realizou um leil?o de compra de d?lares no mercado ? vista no final desta sess?o, marcada pela definição da Ptax (taxa média do dólar) utilizada para a liquidação dos contratos futuros em vencimento. Na operação, a autoridade monetária definiu corte a R$ 1,8820 e aceitou, segundo operadores, ao menos seis propostas.

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