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Dólar fecha a R$ 3,19, no menor patamar desde a véspera da eleição de Trump

Bolsa encerrou o dia em leve alta de 0,06%, contida pela queda dos papéis da Petrobrás; investidores estão à espera da divulgação de indicadores, como a inflação de 2016 e a decisão do Copom sobre os juros

Karla Spotorno, Paula Dias, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2017 | 17h29

Com o ingresso de recursos do exterior, o dólar abriu a semana em queda de 0,66%, negociado a R$ 3,1983, no menor patamar desde a véspera do resultado das eleição presidencial nos Estados Unidos. Em 8 de novembro de 2016, um dia antes da confirmação da vitória do empresário Donald Trump, a moeda fechou cotada a R$ 3,1733. Na mínima, a divisa chegou a R$ 3,1976 (-0,69%).

Apesar de o noticiário político ter ganhado algum volume, os analistas ainda não enxergaram fatos que pudessem influenciar os negócios, a não ser pela manutenção da cautela. Crise na segurança pública, dívidas dos Estados e disputa pela presidência da Câmara foram monitorados, mas sem reflexos concretos no mercado. Com isso, as oscilações acabaram sendo influenciadas principalmente pelos preços das commodities e pelo noticiário corporativo.

Assim, a Bovespa fechou com leve alta, amparada no bom desempenho das ações de mineração, siderurgia e bancos. As fortes quedas dos papéis da Petrobrás, no entanto, impediram uma valorização maior. O Índice Bovespa, que chegou a superar os 62 mil pontos, encerrou o dia em alta de 0,06%, aos 61.700,29 pontos. O volume de negócios somou R$ 5,63 bilhões.

A expectativa de um corte mais agressivo na taxa Selic e da inflação de 2016 ficar abaixo do teto da meta (6,5%) - ambos os indicadores serão anunciados na quarta-feira - foi pano de fundo durante todo o dia, incentivando um otimismo ponderado. 

A valorização de 2% do minério de ferro no mercado à vista chinês impulsionou as ações da Vale durante todo o dia, puxando também os papéis do setor de siderurgia. Vale ON e PNA fecharam em alta de 2,04% e 2,12%, respectivamente, refletindo ainda o aumento da recomendação do Barclays para o papel, de "equal weight" para "overweight". 

Petrobrás andou na contramão e foi destaque de queda durante praticamente todo o dia, com perdas de 0,97% (ON) e de 2,11% (PN). A baixa de mais de quase 4% dos preços do petróleo foi fator determinante para a venda das ações da estatal petrolífera, mesmo com o noticiário corporativo positivo. A companhia teve forte demanda pelos papéis ofertados ao mercado  em sua nova captação externa.

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