Dólar opera perto da estabilidade ante o real após abertura

Entre os destaques hoje estão as reuniões do encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial 

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

11 de outubro de 2013 | 09h39

SÂO PAULO - O dólar abriu em queda ante o real, mas logo depois passou a operar estável, num dia em que o foco dos mercados segue nas negociações

para o fim do impasse fiscal dos Estados Unidos. Às 9h26, o dólar à vista no balcão tinha alta de 0,05%, a R$ 2,1800, na máxima, após abrir em queda de 0,14%, a R$ 2,1760. O dólar futuro para novembro subia 0,09%, a R$ 2,2192, na máxima.

Um operador comentou mais cedo que a queda inicial da moeda poderia ser mais contida por causa das perdas mais acentuadas de ontem. E, por não haver leilão de swap, isso também deve ajudar a diminuir a pressão de baixa sobre a moeda americana ao longo do dia, podendo colocar o dólar mais perto da estabilidade ou com viés de alta. Ontem, o dólar à vista fechou em queda de 1,22%, para R$ 2,1790, o menor nível desde fechamento desde 18 de junho deste ano. No mercado futuro, o dólar para novembro fechou em baixa de 1,31%, a R$ 2,190.

Entre os destaques hoje estão as reuniões do encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, em Washington. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, está na capital americana e participa às 10h45 de reunião do G-20. Também em Washington, o presidente Barack Obama deve se reunir hoje com senadores republicanos, sem previsão de horário.

Hoje, o BC faz dois leilões de linha, que equivalem à venda de dólares conjugados com leilões de recompra da moeda estrangeira, com oferta de até US$ 1 bilhão. As propostas para o leilão "A" serão recebidas entre 11h15 e 11h20, para recompra em 02/01/2014. Para o leilão "B", com recompra em 02/07/2014, de 11h30 a 11h35. A taxa de câmbio a ser utilizada para a venda de dólares por parte do BC será a Ptax do boletim das 11 horas de hoje. As operações de venda serão liquidadas no dia 16 de outubro de 2013.

A paralisação parcial do governo americano está no 11º dia, por causa da não aprovação do orçamento do ano fiscal que começou no início do mês, e o limite do teto da dívida será atingido na semana que vem, no dia 17. Ontem, Obama e republicanos da Câmara não conseguiram chegar a um consenso na reunião de ontem para a proposta de curta prazo para elevar o teto da dívida por seis semanas, mas os republicanos parecem mais dispostos a negociar.

O líder da maioria no Senado dos EUA, Harry Reid, disse ontem após a reunião com Obama que ficará "feliz em trabalhar com os republicanos em qualquer projeto". "Nós devemos reabrir o governo, essa paralisação está causando muita dor e sofrimento", afirmou Reid em uma breve coletiva de imprensa após a reunião com Obama. "Nós não vamos negociar até que o governo seja reaberto", afirmou.

Ainda nos EUA, saem há divulgação de vários dados, todos sujeitos a cancelamento por causa da paralisação do governo: o índice de preços ao produtos em setembro e as vendas no varejo em setembro, ambos às 9h30; o índice de sentimento do consumidor preliminar de outubro, às 10h55; e os estoques de empresas em agosto (11h).

Às 8h15, o euro avançava a US$ 1,3567, de US$ 1,3521 no fim da tarde de ontem. O dólar subia a 98,33 ienes, de 98,17 ienes no fim da tarde de ontem. O dólar caía 0,35%, a 0,9080 fraco suíço. O Dollar Index (DXY) caía 0,13%, a 80,315.

O dólar caía ou estava perto da estabilidade ante a maioria das moedas emergentes e ligadas a commodities: dólar australiano (-0,13%); dólar canadense (+0,01%); peso chileno (+0,08%); rupia indiana (-0,37%); peso mexicano (-0,33%); dólar neozelandês (-0,61%); lira turca (+0,11%); rand sul-africano (-0,05%); rublo russo (+0,09%).

 

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