Dona do Frango Assado e Viena pode obter mais de R$680 mi em IPO

A International Meal Company (IMC), holding dona das redes de restaurantes e lanchonetes Viena e Frango Assado, pode levantar até 680,4 milhões de reais em sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

REUTERS

21 de fevereiro de 2011 | 08h07

A companhia planeja emitir 22.214.667 ações em distribuição primária e outras 8.330.500 em oferta secundária. Se considerado o teto da faixa de preço estimada pelos coordenadores da operação, que é de 13,50 a 16,50 reais, o montante obtido chegaria a perto de 504 milhões de reais.

A oferta pode ser acrescida ainda de lotes suplementar e adicional, com 4.581.774 e 6.109.033 ações, respectivamente. Com isso, a operação pode chegar a 680,4 milhões de reais, conforme prospecto divulgado nesta segunda-feira.

No mínimo 10 por cento e no máximo 20 por cento das ações ofertadas serão destinadas a investidores de varejo, que podem participar com aporte de 3 mil a 300 mil reais. Os investimentos que superarem esse valor serão enquadrados na oferta institucional.

A empresa, controlada pelo grupo de private equity Advent, inicia nesta segunda-feira a série de encontros com investidores para detalhar a oferta (processo de bookbuilding). Já o período de reserva das ações vai de 28 de fevereiro a 3 de março.

A fixação do preço por papel está prevista para dia 4 do mês que vem e as ações da IMC devem estrear no segmento Novo Mercado da Bovespa em 9 de março, sob o código IMCH3.

A oferta está sendo coordenada pelos bancos BTG Pactual (líder), Credit Suisse, Santander, Bradesco BBI e Itaú BBA.

Em 18 de janeiro, a companhia retomou o processo de IPO após ter cancelado o processo em fevereiro do ano passado por incertezas econômicas no mercado financeiro brasileiro e internacional.

Na época, a IMC informou que se concentraria na expansão orgânica do grupo, com abertura de novas lojas e reforma de unidades existentes com fontes de recursos alternativas.

Conforme documento divulgado na ocasião da retomada da oferta, os recursos captados na oferta primária, que reforçarão o caixa da companhia, serão destinados à abertura de novas lojas, reforma de unidades existentes e redução do endividamento de longo prazo. A empresa encerrou 2010 com dívida líquida de 266,9 milhões de reais.

A IMC apurou lucro líquido de 7,9 milhões de reais em 2010, revertendo prejuízo visto nos dois anos anteriores. O Ebitda (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 103,3 milhões de reais no ano passado, com margem de 13,8 por cento.

Com a IMC, 9 IPOs estão em análise ou já foram realizados até agora este ano.

(Por Vivian Pereira)

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