Dow e S&P 500 caem por commodities, mas Nasdaq sobe

Os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 encerraram em queda nesta segunda-feira, com a baixa nos preços do petróleo e de outras commodities abatendo ações ligadas aos setores de energia e de matérias-primas.

RODRIGO CAM, REUTERS

21 de setembro de 2009 | 18h32

Por outro lado, o Nasdaq terminou em alta, impulsionado por uma elevação na recomendação para o segmento de biotecnologia.

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,42 por cento, para 9.778 pontos. O S&P 500 perdeu 0,34 por cento, para 1.064 pontos.

O Nasdaq subiu 0,24 por cento, para 2.138 pontos.

O futuro do petróleo leve caiu mais de 3 por cento, para baixo de 70 dólares o barril, em meio a preocupações sobre a demanda, a despeito de esperanças de uma recuperação econômica. O índice de commodities Reuters-Jefferies CRB tombou 2,2 por cento, maior queda percentual em cinco semanas.

O índice que mede a oscilação do dólar subiu 0,5 por cento, após três semanas de queda. A alta abateu mais ainda os preços das commodities, à medida que investidores reduziram posições de venda antes da decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juro norte-americana nesta semana.

Os indicadores de energia e de matérias-primas tiveram o pior desempenho dentre os setores do S&P 500, com as ações da empresa de serviços petrolíferos Halliburton em queda de 2,5 por cento. Os papéis da Dow Chemical perderam 2,8 por cento.

"O mercado tem subido nos últimos meses, baseado na ideia de operações de retomada", disse o presidente da Delta Global Advisors, Chip Hanlon, em Huntington Beach, Califórnia.

Hanlon afirmou ainda que as pessoas podem esperar que, quando as ações caírem, o dólar terá um rali que vai atingir os preços das matérias-primas.

O S&P 500 está agora valorizado em 57,4 por cento frente à mínima de fechamento atingida no início de março, especialmente por conta de uma forte temporada de divulgação de balanços que está entrando na reta final e de um otimismo de que a recuperação da economia esteja ganhando força. O apetite de investidores por ativos considerados de maior risco reduziu a atratividade do dólar como porto seguro.

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